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Marcos Ortiz

Análise: O que falta ao Guarani não é preparo físico – Veja os números da equipe

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Nos últimos dias surgiram contestações por parte da imprensa e de alguns Bugrinos, estes pelas redes sociais, sobre a preparação física da equipe. Claro, o assunto fica efervescente principalmente pelo fato de o time sofrer gols nos minutos finais das partidas, então resolvemos dar uma aprofundada no assunto fazendo um raio-x da minutagem dos gols marcados pelo terceiro melhor ataque da Série B e dos gols sofridos pela quarta pior defesa da competição.

Gols Marcados

Com 29 gols marcados em toda a Série B, como dissemos acima, o Guarani tem o terceiro melhor ataque da Série B, mas isso se deve muito mais ao meio de campo do que ao ataque, propriamente dito. Tendo atuado a enorme maioria dos jogos com apenas um atacante e cinco homens no meio de campo, acaba sendo natural que o meio de campo marque mais gols.

O Guarani marcou 13 dos seus 29 gols no primeiro tempo e 16 no segundo tempo, aprofundando a análise, vamos dividir em ciclos de 30 minutos sendo:

0 a 30 minutos – 06 gols marcados (20,69%);
31 a 60 (15 do 2º tempo) – 13 gols marcados (44,83%);
61 (16 do 2º tempo) até o final – 10 gols marcados (34,48%).

Portanto, pelos números, não podemos afirmar que o Guarani esteja mal preparado fisicamente, pelo contrario, primeiro porque a maioria dos gols marcados pela equipe aconteceu nos 45 minutos finais, sendo 10 (mais de um terço dos gols) marcados entre os 16 minutos e os minutos finais dos jogos. Mas uma coisa fica evidente, o Guarani, ofensivamente, é muito mais efetivo entre os 30 minutos da primeira etapa e os 15 minutos da segunda etapa, neste período o time marcou 13 gols, quase metade dos 29 gols marcados em toda a competição.

Gols Sofridos

Vamos aos gols sofridos? Com 26 gols sofridos a defesa do Bugre é a quarta pior da competição, mas a coisa é tão dividida quanto nos gols marcados, o Guarani sofreu 12 gols na primeira etapa e 14 gols nos 45 minutos finais, aprofundando, vamos dividir os gols sofridos  nos mesmos ciclos de 30 minutos:

0 a 30 minutos – 08 gols sofridos (30,77%);
31 a 60 (15 do 2º tempo) – 11 gols sofridos (42,30%);
61 (16 do 2º tempo) até os minutos finais – 07 gols sofridos (26,93%).

Analisando friamente os gols sofridos e quando eles aconteceram fica claro que o equilíbrio é total, mas que o Guarani, apesar de ter nos gols sofridos nos minutos finais das partidas, perdido pontos importantíssimos e doloridos, é muito mais irregular no segundo terço dos jogos. Entre os 30 minutos do primeiro tempo e os 15 minutos do segundo o Guarani sofreu nada menos que 11 gols, ou 42,31% do total de gols sofridos pela equipe em toda a competição.

Pela produtividade ofensiva não é possível apontar deficiência ou queda no nível de preparação física da equipe durante os jogos, afinal,  a maioria (16) dos seus gols marcados aconteceu na segunda etapa, sendo que 10 desses 16 gols foram marcados no terceiro terço do jogo, entre os 16 e os minutos finais da segunda etapa.

Isso também não acontece quando analisamos que a equipe sofreu 14 gols (53,85%) nos minutos 45 minutos finais e 12 gols (46,15%) nos primeiros 45 minutos dos jogos que disputou. O equilíbrio é muito grande.

Mas o que os números mostram? Na verdade eles mostram que a equipe Bugrina é pouco efetiva nos minutos iniciais das partidas, exatamente quando o time, em tese, está com melhor preparo físico, pois o Bugre balançou as redes adversárias apenas 20,69% das vezes nesses primeiros minutos de jogo. Ainda no ataque, mesmo tendo feito a maior parte dos seus gols (44,83%) entre os 30 minutos e os 15 minutos do segundo tempo, marcou também no terço final da partida (entre os 16 e o final da partida foram marcados 34,48% dos gols Bugrinos), o que mostra um time bem condicionado do meio para a frente, capaz de marcar gols inclusive no terço final, quando em tese os jogadores já estão mais desgastados em campo.

Mas e a defesa? Esta mostra toda sua instabilidade e os números comprovam que o sistema defensivo é o “calcanhar de Aquiles” da equipe. Os números são muito equilibrados, a defesa Bugrina toma gols quase que na mesma proporção, sendo 30,77% nos primeiros minutos de jogo, 26,93% nos minutos finais quando a partida é decidida e principalmente, toma gols entre os 30 minutos e os 15 minutos do segundo tempo, quando os atacantes adversários balançaram as redes Bugrinas em 42,30% das vezes.

Este é o número que precisa ser analisado, é com ele que a comissão técnica deve trabalhar, e certamente a comissão tem esses dados em mãos.

O que o Guarani precisa melhorar? Seu aproveitamento nos minutos iniciais dos jogos e principalmente aquilo que todos nós já sabíamos, seu sistema defensivo que destoa do ataque e prejudica a campanha da equipe até aqui na Série B do Campeonato Brasileiro.

Mas questionar a condição física do elenco é tudo o que não podemos fazer, repito, analisando os números que são frios e reais.

 

Marcos Ortiz

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