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Planeta Guarani, 13 de abril de 2008

Levanta Tobogã!

Acabou a miséria! O Henrique foi lá, subiu nas costas do brucutu com a quatro do Rio Preto – e tudo que é Preto tem que cair – e pimba! Meteu na rede. Dois minutos, num deu nem pra passar nervoso. Aí os bambis fizeram a parte deles, a turma do Portuga também não vacilou e quando o Robinho ganhou de presente o gol mais feito da história, o glorioso já tava nadando de braçada, mais tranqüilo que baiano em dia de festa de Iemanjá. Restou aplaudir a dupla moleque da zaga bugrina, que fez a sua melhor apresentação na história, e o surgimento do menino magro e de nariz comprido que gosta de espetar goleiro. Ah, e claro: secar a desgraçada sem títulos.

O lambari fez a parte dele: cutucou dois no azeite da coitadinha do Proença e não deixou a turma do ridículo sair da baixada posando de campeão. Mas a desgraça dos gambás tropeçaram no time do misto quente com tomate e o resultado foi que a agonia símia foi postergada por mais uns dias. É, a gente sabe, o resultado da ópera é conhecido. Vão apanhar, agora ou depois. Título? Só se for de nobreza. Taí uma idéia boa! A sem torcida poderia mudar o chiqueirão pra Barão Geraldo ou pra Visconde de Mauá! Bom, pelo menos eles ganhavam o título!

E aí a imprensa passa o ano inteiro metendo o pau no alviverde Campeão Brasileiro, que o time vai sumir, que vai morrer, que é o pior da face da terra, que é a coisa mais bisonha que já se viu, e que a inexistente é um timaço, que são a sétima maravilha do mundo, que devia ocupar o lugar do Cristo Redentor na lista dos monumentos. Termina o campeonato, Bugre décimo sexto, desgraçada quarta. Resultado? O mesmo! Que bela porcaria a diminuta ganhou? Campeã dos perdedores! Se eu fosse presidente da mínima (Deus me livre, que pesadelo...), preferiria disputar o troféu de campeão do interior. Pelo menos dava pra chegar na final e ser vice do Mirassol. Mais uma taça de vice! Outra idéia: muda o nome pra José de Alencar Futebol Clube e faz parceria com Bacalhau carioca!

Mas deixa de lado um pouco a ganguinha dos “não ganha nada” e bora falar do que interessa. Mais três meses e a série C começa, aquele inferno que não tem nada a ver com quem já esteve no topo do País e já disputou mais Libertadores do que a pobre ganhou no Maracanã. Bom, o Zé não é Filipão ou Luxa, mas nem precisa ser pra saber o caminho das pedras: quatro pecinhas e pode comprar o ingresso da série B do ano que vem. É um goleiro mais seguro (Gisiel, você precisa de um tempo pra amadurar ainda), um volante pegador, um meia armador de verdade e um atacante rápido pra preparar o tapa do menino do Brinco. De resto, é manter a base e promover a molecada. Porque, pra ganhar de Tupi de Minas ou Nove de Outubro do Espírito Santo, não precisa repatriar o Ronaldo Gaúcho ou o Alexandre Pato. Madame Zuleika, a vidente do Paulicéia, me mandou uma carta esses dias dizendo que é ano de Vitor Rossini. Ela pode ser charlatã fajuta, mas entende de futebol.

Eu fui dar uma volta no terminal central agora à noite, tomar um mé no boteco do Quincas. A patota do zoológico tava lá, feliz da vida com o um a zero em cima do Guaratinguetá, gol do lateral com nome de sushi. Tinha nêgo já desenhando estrela na mesa, que ia colocar na camisa, que dessa vez não tem mais jeito, chegou a nossa vez e blá blá blá... Putz, deu um dó do caramba. Lembrei do Botafogo empatando aqui e mandando a Gorilada de volta pra jaula. Lembrei das tantas vezes que a cachorrada e as kakazetes calaram o Cadeião do São Bernardo e trouxeram os simpatizantes de volta à realidade. E lembrei, por fim, que o nome do adversário nas semi finais começa com “Guará”, e isso é suficiente pra deixar os iludidos de perna bamba.

Nem falei nada. Deixa pra domingo que vem...

Bora pro Brincão!

Em tempo, um: Coisa linda aconteceu na última terça, o encontro do Nosso Bugre, uma turma de amigos bugrinos que existe há anos e se reúne regularmente pelos bares da cidade trajando o manto sagrado, e o artilheiro do brinco Henrique, lá no Frei Pádua. Acompanhado da mãe e da namorada, o craque mostrou que a família inteira é verde e branca. Deu orgulho!

Em tempo dois: Tá na hora de mostrar o amor pelo maior do interior e ajudar o Planeta Guarani. Esse site, que é verdadeira instituição bugrina, merece todo o apoio do mundo. Pega lá o dinheiro da coxinha e mete na conta do bradesco! Só assim a gente vai poder continuar levando a você o dia a dia da paixão de Campinas.

Em tempo, três: Leonel, pelo amor de Deus, renova o contrato do Danilo, do Xandão e do Henrique. O resto a gente vê depois.

Em tempo, o final: Não... não... não... não ganha naaaaaaaaaadaaaaaa! Tem que se fodeeeeeeeeer, e é por isso que eu canto assim TOMAR NO C... PONTEEEEEEEE!!!!!!

 

Zé da Taba é colunista do Planeta Guarani
envie suma mensagem para: ze_da_taba@planetaguarani.com.br

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