A filosofia da vaca

Planeta Guarani, 30 de maio de 2008.

Levanta Tobogã!

Bugrinada ansiosa pelo início do Brasileirão que marcará o início do caminho de volta, não fiquem bravos comigo. É, eu sei, até o Jão Cebola, bugrino mais verde que abacate de feira que faz bico de camelô ali no terminal Ouro Verde, reclamou que o Zé aqui não escreveu nada depois da derrota da coitadinha na final. Pois eu respondo, caro Jão e demais amigos: em relação à morfiosa, a minha pessoa resolveu adotar permanentemente a filosofia da vaca. Tá ligado? “Cagando e andando”. É isso aí o que eu penso da pobre. Eu tô cagando e andando se eles apanham do São Caetano de três, se tomam a maior goleada da história de uma final de Paulista, se levam o quarto vice pra casa e se repatriam o glorioso Marinho. Pra mim, o lado de cima da avenida só vai interessar quando o Bin Laden tomar vergonha naquela cara afegã e jogar sem querer um 747 em cima do privadão.

E como eu estou defecante e caminhante em relação à Símia sem torcida, resolvi que não valia a pena falar de merda nenhuma nesse fim de Paulista. Lógico que o Zé aqui berrou e cantou bonito quando o Robinho meteu o segundo na turma de Rio Preto e segurou o glorioso na primeirona, lugar cativo do único Campeão do Interior. Lógico também que a gente deu aquela zoada de leve nos judiação vestido de trapo na segunda seguinte ao vexame no campo da porcada. Mas nem deu muito gosto de zoar, fala a verdade... alguém lúcido, inteligente e que não coma banana e suba em árvore acreditava na possibilidade de vitória da sem história? Era mais fácil eu encontrar – e pegar – a Gisele Bündchen numa balada de quarta no Túnel do Tempo do que o timeco do Arroz fazer dois nos suínos. O rojão que eu soltei foi só pra não perder o costume.

Bom, vamos ao que interessa. Chegou o Claudinei Rincón pro lugar do tenebroso Roger Bernardo, aquele que só o meu amigo Lucarelli, o homem da grama do Brincão, queria ver com o manto. Cristo Jesus, chega de trem fantasma, deixa o Roger voltar a estudar, ou aprender a arar plantação, ou sei lá, vender plano funerário, que no futebol não corresponde não. Chegou também o menino Santos pra jogar na latera, o Juari pra meter a corria na frente, o Glauber e o Severo pra dar uma mexida no doce ali no meio. Aliás, o Severo é parente da Marieta? Porque se for, pede pra ele chamar o Agostinho ou o Evandro Mesquita, que tá faltando malandragem nessa diretoria. Perder o Lins pro São Caetano por empréstimo dói na alma... Ah, e precisa ver qualé qui é a do Xandão e do Danilo. Pô, moçada, eu sei que vocês merecem a demanda aí, uma penca de proposta, mas ainda é cedo pra abandonar o Bugre! Bora erguer esse time e devolver todo o carinho e atenção que aqueles três mil fiéis mais fiéis que freqüentador de igreja crente dedicaram e dedicam a vocês!

E pra completar, não posso deixar de tranqüilizar os amigos com o além news, as notícias direto do céu gravadas pelo Vô Taba e corrigidas pela Vó Marga, que sempre disse que ele era meio burro em gramática. Então, é o seguinte: O Vô me jurou que a gente chega na última fase, Dali em diante, ainda ta meio nublado, mas parece que a luz atrás é forte. O véio garantiu que a gente sacola a poderosíssima Linense, time de Frangonete, e o insuperável Madureira, clube do comércio local, além de picotar o catado da terra do tudo grande. E essa vai pro Fabiano Lagoa e pro Pezão, meus grandes companheiros de Nosso Bugre: Pára! Respeito o escambau! Se o Bugre não meter cinco em cada um, eu ando de cueca na Princesa Doeste!

E bora por Brincão!

Em tempo, um: Moçada, ficar sócio do Clube é uma ótima nesse momento. Os títulos estão em promoção – duzentão o individual, duzentos e oitenta o família – e a mensalidade e de quarenta e cinco conto. Eu sei que nem todo mundo pode, mas se a venda rolar, eu garanto que vai valer a pena.

Em tempo, dois: Engraçado como às vezes a imprensa campineira trata as coisas... quando a desgraçada fez uns acordos trabalhistas e acertou um pouco a situação, fizeram o pandemônio no adio. Agora, quando o Bugre faz um monte de acordo e melhora um pouco, ninguém fala nada...

Em tempo, três: O Conselho de Torcedores, tido como uma ótima idéia da administração atual em conjunto com a torcida do Guarani, parece que esfriou. As reuniões de segunda não aconteceram mais, e os projetos da comunidade bugrina permanecem adormecidos. Uma pena.

Em tempo, o final: Quero prestar uma homenagem a todos aqueles que acreditam que é possível: “Não ganha nada...”.

 

Zé da Taba é colunista do Planeta Guarani
envie suma mensagem para: ze_da_taba@planetaguarani.com.br

 

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