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Com futebol “sofrível” Guarani perde para o São Bento e vê Avaí abrir vantagem no G4

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Com péssima atuação, Bugre perde em Sorocaba. Foto: Marcos Ortiz - Planeta Guarani.

Irreconhecível, esta é a única palavra pra descrever o Guarani na noite fria desta sexta feira em Sorocaba diante do São Bento. Um time horroroso, mal montado, mal posicionado em campo, com peças absolutamente abaixo de qualquer média de rendimento, deixando claro que o discurso de “é mais uma final” estava apenas da boca pra fora.

Um time completamente apagado, inofensivo, incompetente pra marcar, pra se defender, pra tentar armar qualquer jogada e quem dirá, atacar.

Foi assim que o Bugre com Agenor; Kevin, Ferreira, Fabrício e Pará; Willian Oliveira; Ricardinho, Matheus Oliveira, Rafael Longuine e Jefferson nem; Bruno Xavier jogou quase nada contra o São Bento:

Maioria no estádio, , Torcida acreditou e foi a Sorocaba, só esqueceram de avisar o time que o jogo era importante. Foto: Marcos Ortiz – Planeta Guarani.

Na noite em que o time convocou e a Torcida atendeu o chamado viajando pra acompanhar o time e esperançosa de um grande resultado, talvez não de uma grande atuação,mas de mais um daqueles jogos em que o Guarani jogasse pro gasto e voltasse pra casa com os três pontos contra um time que brigava contra o rebaixamento, o resultado foi totalmente diferente, a Torcida passou frio, como frio estava o time dentro de campo, nem morno, era realmente frio o Guarani.

E na primeira etapa o time sequer jogou, só assistiu o São Bento que poderia ter aberto o placar e definido a vitória, só não o fez porque é fraco e por isso está lá embaixo na classificação.

No Bugre apenas um Ricardinho completamente diferente dos demais, parecendo ser o único a estar num ritmo diferente, capaz de tentar mudar alguma coisa e um Agenor seguro, foi muito pouco.

Assim o time da casa poderia ter aberto o placar logo aos 08 minutos num chute de Francis pela direita, Agenor quando viu que ele bateria pro gol tentou voltar, mas pra sorte do Bugre a bola acertou a rede pelo lado de fora.

Logo aos 11 minutos Umberto precisou fazer sua primeira alteração por contusão. Willian Oliveira deixou o time pra entrada de Fabrício Bigode, mas o Guarani não conseguia jogar e aos 19 minutos outra vez faltou pouco pra ver o adversário marcar.

Cobrança de escanteio, Agenor sobe e afasta a bola de soco, mas Zezinho ficou com o rebote e de primeira devolveu a bola pra grande área, Ewerton Páscoa apareceu livre para cabecear e se não fosse a grande defesa de Agenor, o placar estaria aberto. Aos 21 minutos outra vez o São Bento, outra vez em cobrança de escanteio Ewerton Páscoa apareceu na grande área e dessa vez conseguiu, de calcanhar, tocar para trás, mas pra sorte do Bugre o chute de Ferancis saiu por cima do travessão, levando muito perigo.

O Bugre só conseguia tentar contra atacar, até teve duas boas oportunidades, mas não foi capaz de concluir as jogadas, ficando a primeira vez aos 25 minutos na marcação com Matheus Oliveira que demorou demais para tocar a bola para Bruno Xavier dentro da grande área e a segunda aos 30 com Rafael Longuine que recebeu a bola na esquerda e bateu dividindo com o a marcação do São Bento, o chute saiu mascado e a bola sobrou pra Bruno Xavier que não conseguiu dominar, desperdiçando o que poderia ser o primeiro gol do Guarani.

Com atuações muito runins de Kevin, Ferreira, Matheus Oliveira, Rafael Longuine, Jefferson Nem e com o único atacante Bruno Xavier tendo que sair demais da área pra buscar a bola, era impossível coisa melhor, e assim o Bugre comemorou o fim da primeira etapa com o placar de 0x0, resultado injusto, diante do péssimo nível do time dentro de campo.

Restava ao Torcedor esperar que o time voltasse diferente pra etapa final e, por que não, com mudanças, principalmente no meio de campo era preciso que alguém pensasse o jogo, coisa que Rafael Longuine já mostrou que é incapaz de fazer, Jefferson Nem que é atacante de beirada não conseguiria, nem tampouco o fraco Matheus Oliveira, que nem mesmo no auge da sua juventude consegue mostrar vigor físico em campo, mas não, o time voltou com a mesma formação pra etapa final.

Logo aos 02 minutos uma mostra de como seria a segunda metade do jogo, cruzamento para a grande área do Guarani e Ferreira subiu cabeceando contra o próprio gol, pra sorte de Agenor a bola foi pra fora.

A esperança apareceu logo em seguida, num raro lance em que fez a jogada certa, Matheus Oliveira limpou o lance na meia e bateu forte pro gol, infelizmente a bola desviou na zaga e ainda assim saiu com perigo, pela linha de fundo. A Torcida Bugrina teve que esperar todos os primeiros 45 minutos, mais 03 minutos da etapa final pra só ai ver seu time chutar uma bola em direção ao gol adversário.

Mas não houve melhora, o desenho era o mesmo, nas arquibancadas um frio cortante, dentro de campo um time gelado e assim, outra vez em cobrança de escanteio, aos 10 minutos o São Bento só não marcou de ruindade. Roni cobrou escanteio pela esquerda e meteu a bola na cabeça de Vasconcelos que apareceu livre de marcação, a dois passos do gol pra cabecear e abrir o placar, mas ele apanhou da bola e jogou pela linha de fundo com o gol aberto, dois passos à sua frente.

Só dava São Bento, aos 12 minutos outro escanteio, dessa vez Roni cobrou fechado e marcaria um gol olímpico se não fosse a boa defesa de Agenor.

Ufa, aos 13 minutos finalmente uma jogada trabalhada do Bugre. Bruno Xavier recebeu a bola pela direita na intermediária, passou muito bem em diagonal, numa boa jogada individual pela marcação e cruzou perfeita, na cabeça de Jefferson Nem que apareceu por trás da zaga, estava desenhado o gol do Bugre, mas Nem cabeceou a bola em cima do goleiro Viana que fez fácil defesa.

Não tinha jeito, o Guarani não havia ido pro jogo, e aos 18 minutos viu o São bento outra vez perder mais um gol por ruindade pura. Outra vez em cobrança de escanteio de Roni, desta vez foi um tal de Tony, lateral direito do São Bento, que no começo desta Série B vestiu uma camisa horrorosa de um time sem história com uma faixa transversal, foi dispensado e acabou no São Bento, talvez por dó e diga-se de passagem ao final do jogo foi até a área onde estava a Torcida Bugrina gesticular e provocar, mostrando que é tudo, menos profissional, cabecear por cima do gol, sozinho, livre, dentro da pequena área.

O time não jogava, Umberto não mexia, não que tivesse tantas opções melhores assim, mas o time ruim do São Bento ao menos parou de atacar por algum tempo, sentindo o ritmo do jogo.. Finalmente aos 26 minutos Louzer fez sua segunda alteração, saiu o mais uma vez apagado Jefferson Nem pra entrada de Felipe Rodrigues.

Assistindo o São Bento jogar, o Bugre viu Francis arrancar pela esquerda, ganhar a linha de fundo e bater cruzado para a pequena área, a bola atravessou toda a meta e graças a Deus ninguém apareceu pra empurrar pra dentro, porque a defesa não conseguiria afastar e Agenor já estava batido.

Finalmente depois de 10 jogos e mais 35 minutos do segundo tempo do 11º jogo ruim, Rafael Longuine saiu de campo substituído por Matheus Anjos, estreante.

Não mudou muita coisa, aos 36 minutos Diogo Oliveira bateu forte pro gol e Agenor salvou o Bugre outra vez cm uma grande defesa jogando a bola pra escanteio. Na cobrança Ewerton Páscoa teve toda a liberdade para subir e cabecear, mais uma vez pra nossa sorte no travessão.

O jogo caminhava pro fim e, nitidamente vendo que aquela uma bola não sairia, a Torcida Bugrina se dava por satisfeita e estava no lucro com o empate por 0x0, mas aos 44 minutos parecia que poderia ser diferente quando Bruno Xavier. O árbitro já havia dado 05 minutos de acréscimos quando Matheus Oliveira arrancou em velocidade e quando invadiria a grande área e fatalmente marcaria o gol do Bugre foi derrubado por trás por Ewerton Páscoa, o árbitro marcou a falta e expulsou o zagueiro, deixando o São Bento com um jogador a menos e o Bugre com uma chance clara de gol, uma falta a poucos metros da linha da grande área, mais pro lado esquerdo, ideal pra quem bate com o pé direito, porem Pará apareceu e de pé esquerdo meteu a bola na barreira desperdiçando a chance e dando o contra ataque pro time de Sorocaba.

A noite não era do Guarani mesmo. Quase no final, aos 47 minutos o juiz parou e marcou uma falta de Felipe Rodrigues, não bastasse a falta marcada pela esquerda do ataque ele deu o segundo cartão amarelo e em seguida o vermelho pro jogador do Guarani, compensando a expulsão de Ewerton Páscoa.

Ai aos 48 minutos quele velho fantasma reapareceu, na cobrança da falta a zaga Bugrina assistiu o zagueiro Luizão que havia entrado em campo aos 45 minutos para recompor a expulsão de Ewerton Páscoa aparecer no meio da grande área sem ninguém nem perto dele e de cabeça ele jogou a bola no fundo do gol de Agenor. Gol do São Bento, gol do único time que jogou bola em Sorocaba, gol que venceu o futebol ruim, fraco, desinteressado do Bugre.

Ainda restou uma última oportunidade, aos 50 minutos o Guarani teve uma falta a seu favor na entrada da grande área, mas o zagueiro Fabrício bateu mal e jogou a bola por cima do gol, sem nenhum perigo.

Final de jogo em Sorocaba, São Bento 1×0 Guarani e o sinal de alerta ligou. Com esse nível de atuação e de futebol o Bugre dificilmente consegue algo mais nesta Série B, se repetir a péssima atuação sofrerá muito no próximo sábado quando volta a campo no Brinco de Ouro pra enfrentar o Avaí, num jogo que poderia dar finalmente à equipe uma vaga no G4, mas também não dará mais, pois o time catarinense venceu o Boa Esporte nessa noite por 2×0, chegou aos 48 pontos e aumentou a vantagem no saldo de gols em relação ao Bugre para 08 gols.

Mas como o importante é manter-se próximo e, numa rodada perfeita finalmente entrar no G4, resta ao Guarani se arrumar, se reinventar nestas rodadas finais e mostrar, não ao seu Torcedor,mas a si mesmo, que tem time pra conseguir.

Repito, se jogar assim, dificilmente conseguirá.

 

Marcos Ortiz

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