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Marcos Ortiz

Notícia e Opinião: Convocações do Conselho – Já eram esperadas, mas estão fora do tempo…

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Já na manhã desta segunda feira, poucos dias depois de perder para o Boa Esportes, lanterna da Série B no último sábado, o site oficial do Guarani divulgou dois editais de convocação do Conselho Deliberativo para reuniões extraordinárias que acontecerão nos dias 30 e 31 de outubro próximos, assunto:

1 – Convocar os Conselheiros Deliberativos à reunião para a apresentação de proposta de “Gestão Compartilhada” formulada pelo Grupo Magnum/ASA Alumínio no dia 30/10 às 19:00 em segunda chamada.

2 – Convocar os Conselheiros Deliberativos à reunião para a apresentação de proposta de “Gestão Compartilhada” formulada pelo Grupo Elenko Sports/Traffic no dia 31/10 às 19:00 em segunda chamada.

Clique nas imagens para ampliar os editais

 

As convocações fomentam ainda mais o sentimento em boa parte dos Torcedores de que o assunto “Gestão Compartilhada do Futebol” interferiu diretamente no rendimento, ou na falta dele, da equipe na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro.

A equipe que tinha, antes da partida contra o São bento disputada há três rodadas, 42% de chances matemáticas de acesso viu este percentual despencar vertiginosamente nas três rodadas consecutivas quando o time conheceu três derrotas (São Bento 1×0, Avaí 2×1, Boa Esporte 2×1) e mais, alem das derrotas, o que chamou atenção foi o futebol de baixíssima qualidade apresentado pela equipe nas três ocasiões.

A última vez que o Guarani pontuou na competição foi na 29ª rodada quando disputou um confronto direto dificílimo fora de casa com o Vila Nova e deixou o campo com um empate por 1×1 chegando aos 45 pontos na classificação, coincidentemente a pontuação apontada pelos matemáticos como mínima necessária para eliminar completamente as chances de rebaixamento. Isso aconteceu faltando nove jogos para o final da competição, lembrando que o Bugre matematicamente só escapou do rebaixamento na temporada passada quando chegou aos 44 pontos empatando por 0x0 em casa com o Luverdense num confronto direto que rebaixou o adversário, na penúltima rodada.

Senhores, para surpresa de muitos, a atitude de convocar tais reuniões já era esperada quando o próprio presidente do CA, o advogado Palmeron Mendes Filho, há pouco mais de um mês anunciou em uma de suas entrevistas que o clube discutiria essa questão próximo ao dia 29/10 em reuniões onde as propostas seriam apresentadas.

A defesa do Conselho de Administração, seguida por parte dos Conselheiros, Associados e Torcedores era e continua sendo que o período ideal para que este processo seja discutido, aprovado, contrato elaborado, assinado e para que o parceiro escolhido possa iniciar os trabalhos de montagem do elenco para o início da temporada 2019 seria esse, levando em consideração 30 dias para a elaboração de todos os pontos do contrato, aprovação pela comissão jurídica do clube e posteriormente pelo Conselho Deliberativo e Assembleia Geral de Associados.

Há ainda a possibilidade que nenhuma das duas propostas seja aprovada, mas isso não acontecerá em reunião do Conselho Deliberativo e sim em Assembleia Geral de Associados, o único órgão interno do clube capaz de autorizar ou desautorizar a concretização deste tipo de contrato, acordo ou negociação.

Opinião: Extemporânea

A opinião deste site e deste que vos escreve é simples. O assunto surgiu e foi debatido abertamente no Guarani Futebol Clube de forma extemporânea (fora do tempo) e explico por que:

Todos nós acompanhamos a montagem do elenco Bugrino desde o início do ano quando a expectativa era pela disputa da Série A2 do Campeonato Paulista e é de conhecimento que a receita utilizada nesta montagem foi a de mesclar jogadores que vieram através de intermediação das empresas Gold Esportes, vinculada a Roberto Graziano, Elenko Sports, o que restou da Traffic e não dá pra tirar desse campo também a empresa BN Zini e outra empresa, a Rima, ligada a um ex dirigente do Cruzeiro-MG que não constam do rol de empresas apresentantes da segunda proposta de “Gestão Compartilhada”.

Há exceções no elenco, casos de Ricardinho e Rondinelly, como eram também os casos de Bruno Brígido, Lenon, Baraka e alguns outros jogadores que já deixaram o elenco durante a Série B de 2018.

A receita, e temi quanto a isso quando escrevi várias vezes a vocês nos últimos meses, era exatamente para esta conjuntura na reta final da competição. Claramente se dois grupos participaram da montagem do elenco e apenas um deles saberia que teria sua continuidade definida ao final do processo, há um confronto de interesses explicitado, afinal, o sucesso da equipe ao final da Série B poderia significar um “reforço de caixa considerável” à empresa concorrente caso o clube conquistasse o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro.

Claro que não sou inocente aqui ao ponto de escrever que isso aconteceu, afinal, não há provas do fato, mas o fato é: Nos últimos 30 dias quando ficou claro que as reuniões seriam convocadas, as propostas seriam recebidas e analisadas pelo Conselho Deliberativo e o processo teria andamento por volta do dia 29 de outubro, o time entrou em queda livre, senão vejamos os resultados do Guarani nos últimos 30 dias:

25/09 – Vila Nova 1×1 Guarani;
05/10 – São Bento 1×0 Guarani;
13/10 – Guarani 1×2 Avaí;
20/10 – Boa Esporte 2×1 Guarani.

Resumindo, a equipe caiu da quinta para a nona colocação em quatro rodadas e viu suas chances matemáticas de acesso despencarem de 42% para pouco mais de 4% num período de apenas 15 dias.

Como explicar ao Torcedor Bugrino que há 15 dias viu seu time em condições de vencer o Avaí, chegar a praticamente 50% de chances de subir, despencar numa sequência de três derrotas consecutivas, entre elas dois adversários que quando enfrentaram o Bugre estavam envolvidos com o rebaixamento fora de casa(São Bento e Boa Esporte) e um confronto direto, exatamente no único jogo que disputou diante de sua Torcida (Avaí).

Infelizmente, muito mais do que tratar o assunto como necessário ou desnecessário, e já me posicionei sobre o tema em outras oportunidades, o momento foi inoportuno, e cá entre nós, fazer estas reuniões após o encerramento do campeonato também não teria resolvido nada, porque o tema já é de livre conhecimento há pelo menos quatro longos meses.

Fato é que até o final do mês de novembro o Guarani decidirá se terá como parceiro de “Gestão Compartilhada do Departamento de Futebol” o Grupo Magnum/ASA ou o Grupo Elenko/Traffic e todos os demais envolvidos indiretamente, ou se não terá nenhum deles, o que particularmente acredito ser praticamente impossível de acontecer.

Mas isso pode ter custado o acesso no Campeonato Brasileiro da Série B mais fácil dos últimos 10 anos, e esse prejuízo nada nem ninguém conseguirá amenizar… digo pode só porque talvez nada disso tenha influenciado no elenco, apesar de considerar essa possibilidade pouco provável.

É isso…

Marcos Ortiz – Planeta Guarani

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