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Marcos Ortiz

O que esperar quando estamos esperando? Vem ai a Série A2!

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Faltam poucos dias para a estreia do Bugre no Campeonato Paulista de 2018, algumas contratações, boa parte do elenco mantido e uma base para iniciar a competição. Sim, é fato, isso aconteceu, mas também é fato que, entre o time que se despediu de 2017 comandado por Lisca se mantendo na Série B do Brasileiro e o time que iniciará a Série A2 comandado pelo ex-auxiliar Umberto Louzer, muita coisa mudou.

A começar pelo gol onde Leandro Santos deixou o clube para a chegada de Bruno Brígido. No sistema defensivo pouca coisa mudou, além do goleiro, o Bugre terá um novo zagueiro, e só… ao menos no início estão mantidos Lenon, Willian Rocha e Salomão, a novidade é Lucas Kal, campineiro que foi revelado pelo São Paulo e tem sua primeira oportunidade de jogar uma competição completa como profissional.

No meio de campo também poucas mudanças, mas ai teremos que recorrer à sequência da competição, e não à estreia da equipe. Entre os volantes reaparecem Baraka (que fez um bom final de temporada pelo Guarani em 2017) e Denner, este ainda tendo que provar condição de titularidade. O estreante do setor será Ricardinho, um volante que tem muito de Auremir, não na aparência, mas no estilo de jogar.

No pouco que pude ver de Ricardinho atuando no jogo treino contra o Bragantino me surpreendi positivamente. É um jogador que se movimenta muito, busca sempre as beiradas do campo e tem facilidade em aparecer como elemento surpresa no ataque. Talvez o ponto que ainda precise melhorar é sua marcação, mas o Bugre terminou 2017 sem um jogador com estas características e sentiu muita falta.

Agora vamos chegar às meias e aqui está a principal incógnita do elenco Bugrino. Enquanto muitos apostam que Bruno Nazário será o cérebro da equipe, vejo um pouco diferente. Vejo Nazário atuando mais na função que hoje está sendo desempenhada por Fumagalli, mais adiantado, próximo do atacante de referência, e isto traz muito ganho ao Guarani porque é nesta faixa de campo que ele se destaca, esta é sua posição.

A meia? Tudo indica que será disputada por Rondinelly e Fumagalli, com ambos se revezando na titularidade, tendo Gabriel Leite como uma opção para mudanças de esquemas e sistemas de jogo durante as partidas. Gabriel Leite trouxe mais velocidade ao meio de campo, Rondinelly ainda precisa de ritmo de jogo e Fumagalli não atuou ainda na sua posição, a meia, mas isso pode ser explicado exatamente pela ausência de Bruno Nazário neste início de competição.

No ataque, ao menos pelas primeiras impressões, está a primeira grande surpresa do novo elenco Bugrino, o atacante Erik chegou e seus números em 2017 não ajudavam muito quando ele disputou 31 jogos e marcou apenas três gols, mas o principal destaque ofensivo visto nos jogos treino foi exatamente ele, não apenas por ter marcado dois dos três gols Bugrinos, mas pela velocidade e facilidade com que cria opções pelas beiradas do campo. Para a primeira rodada acredito que formará dupla com Gabriel Leite ou Fumagalli, isso depende de Umberto, para a sequência da competição deverá ter como companheiros Bruno Mendes e Bruno Nazário, e o Bugre ganhará muito com isso.

Assisti todo o jogo treino contra  Bragantino e gostei da atuação de Marcílio, mas o lateral foi vítima da falta de cobertura defensiva pelo lado esquerdo do campo. Ele avança muito, tem muita voluntariedade, e, naquela ocasião, o setor foi exposto pela falta de cobertura de Philipe Maia e um dos volantes.

Neste momento é possível apontar dois times prováveis, o da estreia e o do campeonato. O Bugre deverá estrear com Bruno; Lenon, Willian Rocha, Lucas Kal e Salomão; Baraka, Denner, Ricardinho, Gabriel Leite (Rondinelly) e Fumagalli (Gabriel Leite); Erik, no 4-1-4-1.

Para a sequência da competição o Guarani deverá ter como time base Bruno; Lenon, Willian Rocha, Lucas Kal (importante dizer que ele não é o ideal, um outro zagueiro precisa ser contratado para esta posição titular) e Salomão (Marcílio); Baraka, Denner e Ricardinho e Bruno Nazário; Erik e Bruno Mendes, num 4-3-1-2, e não no 4-1-4-1.

E Fumagalli? Perguntarão muitos. Deve ser uma boa opção para o decorrer das partidas, ou para uma ou outra partida como titular, respeitando suas limitações físicas. Ele seria o meia armador ideal para o Guarani, mas o clube precisa trazer um “Fumagalli” para o seu lugar. Este jogador (que pode até ser o próprio Fumagalli, ou Rondinelly com mais condicionamento, entrosamento e ritmo de jogo) seria o substituto ideal para Denner, deixaria o time mais rápido, mais organizado e o ataque com Nazário, Erik e Bruno Mendes muito mais abastecido.

Claro, ainda falta alguma coisa pra podermos dizer que o elenco montado é o ideal. O Guarani precisa urgentemente de um zagueiro para atuar ao lado de Willian Rocha, precisa de um meia armador e de ao menos dois atacantes, ambos rápidos, de beirada de campo. Na referência terá Bruno Mendes e Pedro Bortoluzo, mas Bortoluzo ainda precisa evoluir tanto física quanto tecnicamente. Pelo pouco que vi não está em bom condicionamento e não tem ritmo de jogo nenhum. Como deixará mais uma vez vagas para a reta final da competição, a contratação de mais um atacante de referência seria muito bem vinda.

Mas o que esperar? Esperar que Umberto tome a melhor decisão na escalação, e também que nós todos entendamos que, por mais curta que seja uma competição de 15 rodadas, ela não será decidida no primeiro jogo contra o Oeste. Até por isso desejo muita competência ao Umberto, pois seu maior desafio, sem dúvida, será escalar o Guarani até que Nazário, Mendes e outras peças estejam à sua disposição.

Que venha a estreia, que ela seja boa, mas que, acima de tudo, a gente tenha um time montado pra uma competição toda onde em 17 jogos o Bugre poderá estar de volta à elite do futebol paulista.

Sim, esse tem que ser o único objetivo desta Série A2, o acesso é fundamental para o Bugre. Já era antes, agora é ainda mais.

Sinceramente? Já vi muito jogo treino muito pior do que foi Guarani x Bragantino, não vi Guarani x São Caetano, mas pelos relatos houve evolução no sistema de jogo e, principalmente, na escalação.

O que falta nisso tudo? Falta a gente! Daqui a pouco as arquibancadas estarão cheias de novo de esperança, fé, força, paixão, dedicação e tantas outras coisas mais que a Torcida Bugrina certamente saberá mais uma vez dar ao seu time. Esse ingrediente é importantíssimo para o sucesso, será o nós superando o eu.

Vai começar o Paulista e a gente vai, mais uma vez, estar junto, lance a lance, sonho a sonho, jogo a jogo, porque o Guarani precisa subir!

Que todos entendam isso, e vamos lá buscar!

 

Marcos Ortiz

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