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Marcos Ortiz

Opinião: 8 tópicos favoráveis – Por que concretizar a Gestão Compartilhada do Futebol

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Como o assunto será abordado nos próximos dias, restando uma semana para que a última reunião que conhecerá as propostas de “Gestão Compartilhada do Futebol”, chegou a hora de trazer alguns tópicos que abordarei em duas postagens, uma nesta quarta feira, outra na quinta, e deixarei estes tópicos disponíveis a todos que possam se interessar pelo tema e queiram discuti-lo, combinado?

Então vamos começar assim: Vamos abordar primeiro oito motivos que considero favoráveis a um contrato de “Gestão Compartilhada” e na segunda postagem, oito tópicos que considero desfavoráveis ao mesmo tema.

Vamos a eles:

1 – Fortalecimento do departamento de futebol – Como sabemos, o motivo que movimenta a paixão da grande maioria dos Torcedores é o futebol. Poucos se importam de fato com o andamento do clube, da entidade. seus problemas corriqueiros e constantes, se importam com o futebol, com os gols, campanhas de sucesso, disputa de competições de destaque e seu time sempre na briga por algo significativo e livre das divisões inferiores ou posições inferiores em tabelas de classificação.

A possibilidade de uma empresa gerindo as receitas, negociando e contratando elencos, investindo na formação de novos jogadores traz ao Torcedor Bugrino certo alívio diante de anos e anos de insucessos, fracassos e decepções, e isso claramente pesa na hora de decidir, neste caso pesa favoravelmente.

2 – Profissional na gestão de futebol – Mesmo com a existência no Guarani FC do cargo de Superintendente de Futebol, tal cargo foi ocupado poucas vezes por profissionais, esteve, na maioria do tempo, entregue a associados.

O modelo utilizado por grandes clubes de futebol do Brasil é exemplo, clubes como Atlético, Cruzeiro, Internacional, Grêmio Flamengo e até outros de menor representatividade nacional, mas de enormidade local como Vitória e Bahia, sem esquecer do Londrina adotam a contratação de Executivos de Futebol, independente de paixão clubística, são profissionais da área, capazes de decidir livres da paixão e isso pode representar um salto significativo com a gestão profissional sobre a paixão de todos nós, o futebol.

3 – Plano de quitação de dívidas – Ao estabelecer a uma empresa a gestão de percentual significativo de suas receitas, o clube pode tratar do que o conduziu ao momento vivido nos últimos 15 anos, administrar suas dívidas e restabelecer-se como entidade esportiva, mas principalmente como modelo de gestão em reversão de crise.

Tratar assuntos como dívidas trabalhistas, tributárias, fiscais e civis, apesar de não movimentar paixões, é algo tão importante quanto uma falta cobrada no ângulo, um gol de cabeça depois de um grande cruzamento ou um golaço depois de uma jogada bem ensaiada, e o Guarani precisa, desde há muito tempo, tratar destes assuntos. Tendo a gestão do futebol gerida por uma empresa específica cabe à gestão do clube conseguir estruturar planos para quitação destas dívidas e empreendê-los de modo a eliminar o maior problema do Guarani há quase duas décadas: Sua dívida monstruosa que não para de crescer em nenhum momento.

4 – Possibilidade de investimento – Um dos maiores problemas enfrentados pelo Guarani nestes últimos anos é, sem dúvida, a questão das penhoras incidentes sobre suas receitas e o Guarani está prestes a perder a maior blindagem que teve nos últimos quatro anos neste aspecto.

Com a aproximação do encerramento da intermediação da Justiça do Trabalho sobre suas receitas, suas penhoras e a gestão dos recursos feita pelo TRT 15 através da Juíza Ana Cláudia Torres Vianna que destina a devolução de parte dos recursos para o cumprimento de pagamentos de salários e obrigações trabalhistas, o Guarani se aproxima de ter novamente penhoras consideráveis incidentes sobre as receitas que hoje tem por conta de dívidas tributárias, fiscais e civis. A recente penhora do terreno da Rodovia dos Bandeirantes mostra claramente que isto está prestes a acontecer porque a legislação brasileira determina que a prioridade nas penhoras é para questões trabalhistas, sem essa questão, todo o patrimônio, receitas e arrecadações voltam a estar desprotegidos e passiveis à penhoras, sejam federais por dívidas fiscais e tributárias, seja por credores civis, na maioria prestadores de serviços e fornecedores e com isso o Guarani volta a correr o risco de arrecadar e não receber, não tendo mais recursos para a gestão do seu futebol.

5 – Potencialização de lucro – Como toda empresa, quem assumir a “Gestão Compartilhada do Futebol” terá como meta eminente a obtenção de lucro, ou seja, há de querer ganhar dinheiro com isso, e para isso precisará obter sucesso nas competições que disputar, aumentando cotas, receitas e investimentos diretos ou indiretos no departamento de futebol para que o nível esportivo aumente, consequentemente trazendo ao Torcedor a expectativa e possibilidade de montagem de elencos mais sólidos, não livres da participação de empresários, mas caberá à empresa escolher quais serão seus parceiros e, como principal interessada, não permitindo a ingerência destes empresários no andamento do departamento de futebol, principalmente o profissional.

6 – Critérios especificamente técnicos – No modelo atual de gestão de seu futebol o Guarani recebe atletas disponibilizados por empresários, mas a necessidade, na medida em que o nível das competições que disputa aumenta, é de cada vez mais atletas de nível, capazes de trazer ganhos técnicos e esportivos.

Mas no decorrer das competições, quando resultados se transformam de positivos em negativos, fica a pergunta: A quem cobrar? Tendo uma empresa centrada e focada exclusivamente na gestão do futebol o Torcedor passa a ter de quem cobrar, a empresa. Isso acaba com a figura do empresário oculto, livre de ônus ou responsabilidade pelos atletas que representa e foram trazidos ao elenco como compensação por um ou outro atleta de mais peso, a gestão profissional e terceira do futebol acaba com o contrapeso, algo como o você quer fulano, terá que levar o sicrano, geralmente um desconhecido ou uma aposta que dificilmente resultara em peça importante no elenco.

O bônus da boa gestão será da empresa, o ônus dela, também.

7 – Estrutura – Uma das principais deficiências do Guarani está na falta de estrutura do seu departamento de futebol. Condições, locais e estrutura de treinamento, preparação, condicionamento, e mais ainda, formação de novos jogadores.

Como empresa visando a obtenção de lucro, uma empresa responsável pela pela gestão do futebol terá necessariamente que enfrentar esse problema e dar aos seus atletas e comissões técnicas, os responsáveis pela concretização deste lucro, condições melhores de trabalho e desenvolvimento da atividade, seja construindo áreas, seja firmando parcerias para uso de áreas e equipamentos necessários para o pleno desenvolvimento dos atletas tanto profissionais quanto em formação.

8 – Capacidade de Gestão – Todos nós, como Torcedores que vivemos em algum momento a necessidade de tomadas de decisões na gestão ou administração do Guarani vivemos o dilema entre o que fazer pensando exclusivamente no lado profissional, contra o que fazer influenciado pelo lado passional, afinal, somos Torcedores.

Assim, muitas vezes destinamos recursos que seriam melhores empregados se utilizados para o fim correto, naquilo que consideramos “bom pra todos”. A gestão profissional acaba com esta situação, trazendo ao profissional gestor a responsabilidade de uso correto dos recursos pra o fim específico correto, e pra isso é primordial que este, ou estes profissionais tenham no preparo, capacidade e profissionalismo as únicas condições para a ocupação de determinado cargo tão importante.

Conclusão

Estas são as principais abordagens que traremos como favoráveis e positivas em caso de formalização de contrato de “Gestão Compartilhada” no departamento de futebol do Guarani e que consideramos como positivas também ao crescimento da entidade, da instituição Guarani Futebol Clube que poderá voltar a crescer, readquirir respeito e transformar-se em exemplo de reversão de crise para todo o mundo do futebol brasileiro, e aqui não estou pesando sobre Grupo A ou Grupo B, estou considerando que qualquer que seja o grupo vencedor deste processo, ele terá como base estes tópicos simples mas obrigatórios para que o processo seja de ganha-ganha, com os dois lados caminhando e crescendo lado a lado, um respeitando os interesses do outro.

Se isso tudo acontecer, o Guarani poderá se reconstruir após a efetivação deste acordo e voltar a ser respeitado administrativa e esportivamente, mas para isso todo esses tópicos tem que estar sobre a mesa das pessoas que assumirem essa responsabilidade com a paixão de todos os Torcedores Bugrinos.

 

Marcos Ortiz – Planeta Guarani

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