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Marcos Ortiz

Opinião: Acabou o dérbi e começou a reta final da Série B, restam 15 jogos pro acesso

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Foto: GuaraniPress.

Passados os dois dérbis da Série B, agora o foco é no campeonato e no principal anseio da Torcida Bugrina, o acesso!

Fazendo um rescaldo das duas partidas fica claro que o grande vacilo Bugrino foi no Brinco quando perdia o jogo por 3×1, conseguiu diminuir o placar e teve mais de 30 minutos sem sequer esboçar uma jogada ofensiva, uma finalização que fosse pra tentar chegar ao empate. Já no segundo jogo tivemos a partida nas mãos no primeiro tempo, não conseguimos marcar e no segundo, como era esperado, veio a pressão do adversário.

Menos mal que conseguimos trazer ao menos um ponto, e ele será importante pra competição, mas faltou a cereja do bolo, uma vitória, e não dá pra não pensar nisso, principalmente porque o Bugre terá que buscar esses dois pontos que faltaram em uma partida fora de casa. A chance é logo ali, na próxima terça feira em Criciúma, onde o foco terá que ser total e a equipe não pode voltar a cometer os erros que tem cometido, inclusive no dérbi.

Foram muitas faltas perigosas na lateral da grande área, isso expôs demais a defesa que ainda não conseguiu passar a segurança necessária e Umberto Louzer terá que corrigir isso, sob pena de ser o fator determinante para um não acesso ao final da competição, e o diagnóstico é simples, o problema está no lado esquerdo onde todas as faltas aconteceram, tanto no primeiro, quanto no segundo tempo.

Infelizmente pra nós a bola do jogo não passou, era aquele contra ataque aos 44 minutos do segundo tempo e Bruno Xavier seria o herói do dérbi, mas a bola parou nos pés do goleiro adversário.

Sim, o dérbi do returno foi um resumo de toda a campanha do Bugre até aqui. Chances criadas e não aproveitadas, time com o contra ataque nas mãos durante toda a segunda etapa sem conseguir criar nada ofensivamente falando e aquele sufoco lá atrás até o apito final, com a Torcida sofrendo até o último lance.

A exceção foi o jogo anterior contra o Atlético-GO, que não por acaso foi a melhor atuação do Guarani em toda a Série B. Aquela partida foi a única onde o melhor do time foi extraído pelo seu treinador, a vocação ofensiva. Escalado com três atacantes, e não venham me dizer que Jefferson Nem é meia, porque o dérbi mostrou que não é, o time conseguiu render aquilo que era desejado. Foi provocador, insinuante, cansou de perder gols, criou, ciou, criou e marcou.

Dentro das mini metas

Desde o início da competição estamos acompanhando como se estivéssemos trabalhando com as mini metas, que pra muitos são chatas e cansativas, mas inegavelmente são a melhor maneira de colocar o time focado num objetivo de tiro curto numa competição tão longa. São seis torneiros de seis jogos cada e pronto, o algo a mais eram os dérbis, mas os resultados não vieram.

Mas mesmo assim o aproveitamento Bugrino é bom. A equipe entrou na quarta mini meta, já disputou metade dos jogos dela com uma derrota (Fortaleza) e duas vitórias (Sampaio Corrêa e Atlético-GO).

Ao término da terceira mini meta, o final do primeiro turno, a equipe ficou devendo apenas um ponto, conquistou 29 dos 30 pontos planejados. O número mágico é 63 pontos em 38 jogos, o Guarani tem 36 pontos em 23 jogos, restam quinze jogos e são necessários 27 pontos, ou seja, a equipe tem duas mini metas e meia pra superar em 07 pontos o objetivo. Terá que conseguir resultados importantes fora de casa e praticamente zerar a sequência da competição quando o assunto for jogar em casa.

O Bugre tem 07 jogos em casa e 08 jogos fora até o final da Série B, fora de casa terá Criciúma, CRB, Vila Nova,São Bento, Boa Esporte, Coritiba, Figueirense e Brasil. Em casa terá Goiás, Juventude, CSA, Avaí, Oeste, Paysandu e Londrina, ou seja, o Guarani enfrentará três confrontos diretos pelo G4 fora de casa (Vila Nova, Coritiba e Figueirense) e quatro em casa (Goiás, CSA, Avaí e Oeste).

A decisão do acesso estará nessas sete partidas, se vencer três ou quatro delas, o Bugre chegará na última rodada brigando pelo acesso contra o Londrina no Brinco de Ouro da Princesa, mas existem jogos que não podem ser perdidos como as partidas para Juventude, Paysandu e Londrina no Brinco onde a equipe só poderá pensar em vencer e Criciúma, CRB, São Bento, Boa Esporte e Brasil onde no mínimo três vitórias serão necessárias.

A conta é simples, 27 pontos equivalem a nove vitórias, nos confrontos diretos com três vitórias, nos jogos em casa com três vitórias e nos jogos fora de casa com três vitórias o número mágico de 63 pontos será atingido.

Ainda restam outros seis jogos onde o time certamente conseguirá pontos importantes para superar essa marca, ou se recuperar de tropeços eventuais.

Como é possível?

Toda comissão técnica ao analisar a tabela de jogos marca partidas que necessariamente precisam ser vencidas, outras que o empate é um bom resultado e conta, infelizmente, com algumas derrotas no decorrer da competição. Acredito que, pela briga direta, a comissão técnica trabalhe com uma vitória sobre o Criciúma e uma vitória sobre o Goiás. Com esses dois resultados o Guarani se colocará entre os quatro primeiros, ou, na pior das hipóteses, estará em quinto, com a mesma pontuação do quarto colocado.

Para chegar aos 63 pontos o Guarani precisará de um aproveitamento de 60% nos 15 jogos restantes, a campanha atual tem um percentual de 52,17%.

Qual a forma de alcançar esse objetivo? Umberto encontrou o time ideal na partida contra o Atlético-GO e a escalação ideal do Guarani teria: Agenor; Kevin, Philipe Maia, Fabrício e Pará; Fabrício Bigode, Ricardinho e Rafael Longuine; Bruno Xavier, Bruno Mendes e Jefferson Nem. Mais que isso, ele ganhou excelentes opções para o decorrer das partidas como o volante Willian Oliveira e o meia Matheus Oliveira.

O ponto negativo continua sendo a defesa onde mesmo tendo conseguido uma atuação sólida naquela partida, não há peças de reposição, com exceção à lateral direita onde Felipe Rodrigues pode substituir Kevin, não há zagueiros ou lateral esquerdo capazes de entrar em campo e trazerem tranquilidade à Torcida durante os 90 minutos de uma partida.

Uma coisa é certa, a partir de agora entramos na reta final da Série B e é preciso que nós Torcedores entendamos que os jogos passaram a ser decisivos. Jogando em casa a média de público precisa subir, chegou a hora de a gente tirar a diferença dos pontos no grito da Torcida e, se me restasse um pedido a fazer seria à diretoria:

Trabalhe com uma redução no preço dos ingressos pros próximos jogos, vamos aumentar a massa e empurrar o Bugre, falta pouco e a gente está na briga!

Eu também queria muito ter ganhado o dérbi, mas eu quero mesmo é subir e vejo isso tão claro no horizonte que até consegui escrever isso apenas um dia após um dérbi.

Só sinto falta de uma coisa, do grito das arquibancadas: VAMOS SUBIR BUGRE! Parece que nos esquecemos disso.

 

Marcos Ortiz

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Local: Serra Dourada
Data: 28/09/2018
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