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Marcos Ortiz

Opinião: Do time à “cogestão”: Grandes objetivos exigem grandes responsabilidades

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Os meses de reta final da Série B do Campeonato Brasileiro prometem muitas emoções ao Guarani e ao Torcedor Bugrino tanto dento quanto fora de campo, quero começar a falar com vocês primeiro sobre o jogo da bola, lá onde as emoções falam mais alto, pra depois dar um pitaco no momento político e de decisões que voltam a ser pauta no clube.

Sei que nas duas partes desta coluna vou dizer coisas que agradarão alguns e desagradarão outros, mas não posso deixar de falar, como sempre falei, aquilo que penso.

Primeiro vamos falar da bola. Mesmo não aproveitando todas as oportunidades que teve de assumir uma posição no G4 da Série B, o Bugre ainda está ali, na briga. Já esteve mais perto, mas já esteve mais longe também, hoje a distância é de quatro pontos pro quarto colocado, cinco pontos pro terceiro e subiu pra oito pontos pro segundo colocado.

No meio disso tem outras duas equipes, o Avaí (42) e o Vila Nova (40), dois concorrentes diretos que o Bugre ainda enfrentará, o Avaí no Brinco, o Vila Nova fora.

E se quiser chegar vivo na briga nas rodadas finais o Guarani precisa minimizar seus erros dentro de campo. Há uma frase que quero adaptar aqui, pra poder usar com vocês tentando ilustrar o momento do Bugre na competição, vem do universo dos super heróis, parte de um dos filmes do “Homem Aranha” quando o “Tio Ben”, morrendo, sussurra ao ouvido de Peter Parker: “Grandes poderes exigem grandes responsabilidades”

Vamos adaptar ao nosso momento? “Grandes objetivos exigem grandes responsabilidades”!

Por que digo isso? Simples, por que o Guarani, sua diretoria, sua comissão técnica e seus jogadores não podem aceitar a mudança de discurso para um objetivo menor que já está praticamente garantido, o de alcançar 45 pontos e garantir-se na Série B de 2019 exatamente porque a campanha, surpreendentemente, ainda é boa, apesar de todos os erros, tropeços e decepções durante a Série B.

Fugir do objetivo que, mesmo com a relutância do Guarani em conseguir se assegurar entre os quatro primeiros colocados, seria algo como diminuir a responsabilidade exatamente no momento em que ela precisa é aumentar.

Este não é mais o momento das experiências, dos testes, do poupar jogador desgastado, é o momento de todos darem mais do que tem dado em nome do objetivo maior, o acesso que ainda sorri no horizonte e, até que ele esteja sorrindo, é preciso focar neste objetivo. Não cabe mais insistir com jogador abaixo da média, discursar sobre desgaste físico por sequência de jogos, esconder atuações ruins atrás do discurso de fase isso ou fase aquilo, essa é a hora de dar o que tem e um pouco mais, porque por Mais que restem 36 pontos em disputa, a cada rodada existirão menos e a chance de alcançar um concorrente diminuirá, mas ao mesmo tempo em que esta dificuldade diminuirá, diminuirá também a chance de ser ultrapassado por outros concorrentes porque o campeonato está afunilando sim, mas está afunilando pra todos os times.

Então que me desculpem, mas a hora é de assumir o papel de protagonista e não de se esconder mais na falta de estrutura ou no baixo poder de investimentos. A hora é de conscientização e capacitação para conquistar, não de justificativas para fracassar, e nas duas próximas rodadas o Guarani definitivamente pode ter traçado seu futuro na competição, se vencer os dois jogos arranca e chega ao G4 ou minimamente alcança a condição de candidato ao acesso com uma diferença de um ou dois pontos do quarto colocado,mas se não vencer os dois jogos em casa derrapa e mostra que brigará pelo meio da tabela.

Não cabe mais a avenida lateral esquerda, o buraco de marcação deixado por Willian Oliveira no mesmo lado esquerdo, a sonolência de um Rondinelly que ganha oportunidade e novamente se esconde do jogo ou a falta de condição de jogo de um Marcão que chegou com tanta expectativa positiva, mas que quando atuou não conseguiu empolgar nem o mais otimista Bugrino, mas principalmente, não cabe mais a zaga formada de forma que o Torcedor já saiba que sofrerá em algum momento da partida, ou por uma falha de cobertura de Pará, ou pela “imprecisão” de Edson Silva, tudo ali, pela esquerda.

NÃO CABE MAIS! É isso que Umberto tem que enxergar e sanar, sob pena de deixar de ser visto como o treinador que subiu com o Bugre na Série A2 e se tornar o treinador que não conseguiu se manter na briga pelo acesso na Série B.

Fabrício não tem 100% de condição, que jogue com 70, 80 ou 90, mas jogue. Rafael Longuine e Bruno Mendes estão desgastados fisicamente? Que joguem desgastados até onde conseguirem, garantam os resultados e depois sejam substituídos para serem poupados, mas que enquanto estejam em campo sejam os diferenciais que o time precisa e que a inconstância da dupla de Oliveiras (Willian e Matheus) seja ou resolvida, ou substituída.

O momento não é mais de brigar por convicções, é de enxergar e corrigir vulnerabilidades.

Pronto, falei… e só falei porque não quero terminar a Série B lamentando ao ver que um time que neste momento da competição estava atrás de nós na classificação e chegou entre os quatro primeiros. Se alguém tiver que conseguir isso, que seja o Guarani.

Assumam o grande objetivo e a grande responsabilidade a qual estão credenciados neste momento, não aceitá-los seria acovardar-se.

E agora que falei da bola vou usar pouco espaço pra falar da gravata. Não há mais tempo pra discutir terceirização, cogestão, ou qualquer que seja o nome atribuído a isso neste momento.

Por que?

Simples, seja qual for a opção, proposta A, proposta B ou nenhuma das duas, o elenco está fechado, não haverá mais espaço pra nenhuma contratação de peso que possa qualificar o time daqui em diante. É isso que temos e será com isso que ou subiremos, ou permaneceremos na Série B.

Apesar de não ser favorável a nenhuma das duas propostas, já disse aqui e repito minha posição, não estou mais no Guarani, não vivo seu dia a dia nem sei das suas dificuldades atuais, mas se o desejo do atual Conselho de Administração do Guarani é levantar este tema novamente, que o faça após o final da Série B.

Haverá tempo para a proposta ou grupo vencedor trabalhar, montar e estruturar seu time pra disputa da Série A1 e mais, quem quer que seja o escolhido saberá com que orçamento poderá ou não contar, as cotas estarão definidas, o Guarani saberá quais as competições que disputará e, na minha visão e opinião, o Torcedor Bugrino deveria é estar fazendo as contas sobre o valor que o Clube estria abrindo mão ao aceitar esta ou aquela proposta, porque ele é muito grande.

Aceitar uma proposta ou outra nesse momento traria uma divisão desnecessária a essa reta final de competição, porque nenhum de nós pode ser inocente ao ponto de acreditar que um elenco que é formado parte pelo Grupo A, parte pelo Grupo B, ao ver o grupo concorrente vencer a disputa, não sofrerá o impacto de participar do grupo perdedor.

O bom político e administrador neste momento estaria fazendo exatamente o contrário, mostrando aos dois grupos a necessidade de manter todos os esforços atuais, porque caso um deles assuma estará assumindo o time numa condição extremamente maior que a atual.

E mais ainda, o próprio Guarani deveria rever a necessidade de terceirização, cogestão, ou qual seja o nome atribuído a isso, porque ninguém me explicou até agora porque o clube está disposto a abrir mão de R$ 15 milhões em troca de R$ 1,5 (10%) ou R$ 4,5 (30%), ou mais ainda, porque abriria mão de possíveis 45 milhões caso subisse em troca de R$ 4,5 (10%) ou R$ 13,5 milhões (30%).

Será que só eu vejo condição de reerguer o Guarani com estas somas bem administradas?

Em tempo: Eu também quero ver o Guarani voltar a jogar Libertadores, a Chapecoense consegue, nós também conseguimos, se nos organizarmos.

Pronto, falei também.

E vamos seguindo, na quinta feira teremos a primeira resposta dentro de campo, o time assumirá a sua grande responsabilidade ou se acovardará depois que foi apresentado ao pobre desejo de alcançar 45 pontos e fugir do rebaixamento?

 

Marcos Ortiz

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