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Marcos Ortiz

Opinião: “É de batalhas que se vive a vida”

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Chegou a hora de voltar lá pra arena onde os duelos acontecem e mostrar que temos mais do que já demos até agora, não há nada irreversível na vida, muito menos no futebol onde tudo se resolve com 11 jogadores de cada lado e com os 11 melhores quase sempre vencendo.

O Bugre volta a campo nesta terça feira precisando exatamente disso, mostrar. Não pra Torcida, nem pra imprensa, nem pra ninguém, mas sim mostrar pra si que pode muito mais do que tem feito. A resignação da derrota, por mais difícil e dolorida que tenha sido, tem que se transformar em combustível para a vitória, que, se não for a vitória que todos esperávamos, será uma vitória do mesmo jeito, valerá os mesmos três pontos.

O dérbi acabou, agora só podemos pensar nele em agosto, por enquanto temos que pensar e focar no que importa e a tradução do que importa é o que é importante?  Importante é reconquistar território, importante é reposicionar as peças no campo da batalha, é reconstruir e uma reconstrução não é feita de discursos, é feita com muito diálogo, reconhecimento e atitude.

Diálogo entre todos para encontrarmos nossos erros e corrigi-los.  Reconhecimento das nossas limitações para, cientes delas, superá-las e só superando reconquistaremos território e nos reposicionaremos, exatamente pra evitar que a soberba tome conta do lugar onde só a humildade pode construir.

Atitude é o que mostra o potencial que cada um tem guardado dentro de si, é agindo que conquistamos confiança, não é falando, sequer lamentando, é agindo que superamos. Tudo aquilo que foi trabalhado tem que ser posto em prática num momento desses, se não deu certo ali, por qualquer que seja o motivo, tem que dar certo de agora em diante.

Não, o campeonato não acabou, o que acabou foram os primeiros 90 minutos do dérbi que ainda terá outros 90 minutos, a batalha não acabou, ela recomeçará mais tarde em outro lugar e essa será a nova oportunidade de mostrar que é possível vencer, mas agora serão outras cores pela frente, outros distintivos, outras torcidas, outras batalhas e são exatamente as vitórias nessas outras batalhas que prepararão o território para toda a longa caminhada da Série B.

Hoje recomeça a Série B do Campeonato Brasileiro, tudo o que podemos fazer é esperar exatamente essa atitude, essa gana, essa vontade, ainda que seja pra mostrar aos críticos que há mais, muito mais do que o que foi mostrado até agora.

Doeu? Sim doeu… se doeu pra quem foi criticado, podem ter certeza que doeu pra quem torce e criticou também. Sobrou o que? Sobrou um limão nas nossas mãos que pode virar um gosto azedo, amargo e nos perseguir pelo resto do tempo, mas também pode, se usado de outra forma, se transformar numa deliciosa, doce e revigorante limonada, depende do que cada um quer fazer com o seu limão.

A Série A2 começou assim, sob desconfiança, com resultados não vindo no começo também e foi só assim, conquistando espaço, território, mostrando que a humildade transforma o fraco em forte e que só reconhecendo suas limitações é que se superam os seus limites.

Há potencial? Se há, agora é a hora de mostrar, agora é a hora de rebater as críticas, mas assimilando que cada uma delas nada mais foi do que combustível para uma retomada, um recomeço, uma reconstrução, uma superação, mas não nos respondam com palavras, nos respondam com atitudes.

A primeira chance é hoje, depois virão outras 33 oportunidades seguidas, aproveitem cada uma delas e no final superem as críticas com trabalho, seriedade e mostrando a ATITUDE necessária para o recomeço.

Os fortes renascem, os fracos se abalam e abatidos se entregam. Onde está a força? Está dentro de cada um de nós, os da arquibancada, os que trabalham no dia a dia para fazerem o Guarani funcionar e os que entram em campo representando toda essa gente que no seu dia a dia veste verde e branco com orgulho imenso e com paixão exacerbada.

Guarani x Criciúma é a primeira oportunidade de superação. A gente pode escrever outra história completamente diferente, só depende exatamente de nós.

O Guarani e sua Torcida são grandes demais pra se renderem a uma derrota dolorida, sua história é de conquistas, de superação, de se manter vivo quando muitos o julgavam morto. Já doeu, agora vamos mostrar que conseguimos curar essa ferida e nos preparar para a próxima batalha, a guerra não terminou, está muito longe disso, então vamos lá guerrear pela nossa nação e por todo o que de fato importa: O GUARANI!

Bola pra frente, literalmente!

 

Marcos Ortiz

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