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Marcos Ortiz

Opinião: Meta atingida, lições e melhoras – O que veio e o que pode vir a seguir?

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Numa competição equilibrada como promete ser a Série B do Campeonato Brasileiro o mais importante é vencer, jogando em casa vencer é fundamental, mas é preciso entender a necessidade das vitórias fora de casa pra que uma campanha possa ser segura, livre de percalços e problemas no decorrer das longas 38 rodadas.

E para manter o foco na competição, transformando o longo em resultado de tiro curto, nada é mais apropriado que a adoção das “mini-metas” que transformam uma competição de 38 jogos em “seis torneios curtos” de seis jogos cada “torneio”. Aproxima, mantem o objetivo na alça de mira e motiva o grupo que não precisa esperar o final da competição pra alcançar um objetivo longo, ao contrário, traz a confraternização constante por conquistas de objetivos curtos.

Mais uma prova do alcance das “mini-metas” pode ser sentido se analisarmos o próprio pensamento Bugrino, principalmente depois da derrota no dérbi. Todos nós sentimos a paulada e tememos pela competição. No meu caso a forma pra “dar a volta por cima” foi recorrer a elas e ver que as coisas podiam ser melhoradas pensando no todo, e que o próprio campeonato a parte chamado dérbi ainda está aberto com mais um jogo a ser disputado.

Claro que a resposta também pode ser simples, afinal, mesmo tendo atingido a primeira mini-meta o Bugre está apenas na décima colocação, algo muito longe da quarta posição que garante o acesso, mas lembrem-se que esta é a forma de transformar um campeonato longo num torneio de tiro curto, e hoje a diferença pro quarto colocado é de quatro pontos, terminamos o primeiro torneio de seis e a aposta constante é que os times que conseguiram superar esses números apresentem queda nos outros cinco “torneios” restantes.

Há poucos dias ouvi numa entrevista coletiva de um atleta Bugrino que não é hora de fazer conta, que o ritmo deve ser conquistar o máximo de pontos possíveis e depois da 20ª rodada ver qual a posição do Guarani pra ver pelo que ele vai brigar. Não, não pode ser assim, 20 rodadas é muito tempo pra definir um objetivo, até porque, como disse na semana passada, a diferença de pontuação para fugir do rebaixamento e pra buscar o acesso é muito pequena no sistema de mini-metas.

Enquanto pra brigar pelo acesso são necessários 10 pontos a cada 18, pra fugir do Z4 são necessários 7,5 pontos a cada 18, na média. Ou seja, a diferença é curta pensando no curto prazo, e no longo prazo 18 pontos separam os dois objetivos (63 pelo acesso, 45 contra o rebaixamento).

Por isso comemorei muito a vitória sobre o CRB no último sábado, primeiro porque ela coloca o Bugre no caminho do acesso ao final do primeiro tiro curto e, pensando no pior que seria fugir de um rebaixamento, coloca o Bugre quase três pontos à frente dessa meta. Números são apenas números e são frios, eles não enxergam qualidade de futebol apresentado, mostram apenas resultados conquistados.

Não enxergar o campeonato desta forma seria não planejar, algo impensável pro futebol atual onde os objetivos de um clube numa competição são traçados antes dela começar, jamais depois de mais da metade dela ultrapassada, mas agora é preciso saber qual é o objetivo do clube na Série B, algo que até o momento não ouvimos.

Vamos falar de futebol?

Claro que a vitória me deixou feliz, claro que tudo o que eu falei acima me deixou satisfeito, mas também é preciso falar da bola rolando. No sábado vimos um time um pouco mais atento, mais vibrante e isso estava fazendo muita falta, a defesa funcionou melhor, a lateral esquerda esteve mais protegida, a zaga pelo lado esquerdo funcionou melhor, mas ainda temos ajustes a fazer por um time mais consistente.

O meio de campo ainda precisa ser mais pensante, pra só depois ser atuante, a ligação direta é algo impensável pra um time que atua com três meias e apenas um atacante, mas coisas boas também aconteceram, o gol de Ricardinho por exemplo, foi uma delas e não só por ter sido um golaço, mas porque foi um gol marcado pelo chamado “elemento surpresa”, um volante que se aproxima, se apresenta como alternativa e finaliza em gol.

É exatamente isso o que se espera quando o time tem um meia atuando mais à frente e um único atacante de referência, isso permite que o espaço seja criado e que os volantes possam se destacar ocupando espaço ofensivo. Perfeito, ainda mais porque foi um lance de contra ataque rápido iniciado por uma roubada de bola do próprio Ricardinho que saiu do campo defensivo e apareceu lá como opção. Belo gol, jogada que precisa ser trabalhada pra ser costumeira.

Vejo alguns jogadores já se destacando positivamente neste começo de competição. O que já percebemos? Temos um goleiro que traz confiança à maioria dos torcedoes, temos Lenon que aos poucos vai retomando sua vocação da velocidade pela lateral direita, a entrada de Pará trouxe um equilíbrio defensivo pelo lado esquerdo, a movimentação de Ricardinho fez o meio de campo funcionar, as atuações de Rafael Longuine e Guilherme deram algum poder ofensivo ao Guarani e a presença de Anselmo Ramon no meio da grande área preocupa muito a defesa adversária.

O que ainda falta ajustar? Falta ajustar o miolo da zaga onde eu sincerametne não consegui interpretrar se o problema está no lado esquerdo ou no lado direito com Edson Silva ou Philipe Maia. Particularmente acho que a presença de Edson Silva seja um ponto positivo por se tratar de um zagueiro de porte e com certo curriculum, ele tem muito a evoluir e pode evoluir, pelo lado esquerdo poderíamos testar uma opção de mais agilidade e me pareceu que Everton Alemão pode ser esta opção.

No meio de campo é preciso definir quem é o primeiro e quem é o segundo volante, a função do primeiro volante é dar proteção à defesa, a função do segundo volante é a aproximação aos meias. Quando o primeiro volante recupera a bola e parte pro lançamento direto ele elimina todo o posicionamento da equipe em campo, pois a bola deixa de passar pelo setor de criação, é a famosa “ligação direta”.

Talvez seja esse detalhe que esteja interferindo diretamente na produção de Rondinelly, afinal, entre os meias, é ele que tem a função de receber a bola dos volantes e fazer a transição com o sistema ofensivo.

Agora vem o maior de todos os desafios para o Guarani neste início de segunda mini-meta. O time terá que fazer dois jogos seguidos fora de casa onde conquistou apenas um dos nove pontos disputados e terá seis pontos a disputar seguidamente como visitante, mas ao mesmo tempo que este desafio é perigoso, pode ser consagrador, pois se voltar com ao menos uma vitória nos dois próximos jogos terá a chance de, vencendo os três jogos que fará como mandante, ultrapassar os 10 pontos da mini-meta e, ai sim, acumular gordura pra um momento difícil na competição.

O que fazer? Simples… ajustar o time pro bom contra ataque contra o nervosismo do mandante que precisará propor o jogo. Como? O gol de Ricardinho mostrou o caminho.

Vamos ajustar os problemas e aprimorar o que tem melhorado, mas vamos fazer isso assim, em torneios curtos de seis jogos, e não esperando 20 longas rodadas pra sabermos pelo que brigaremos em outras longas 18 rodadas. A Série B é diferente da Série A2 em tudo, na qualidade dos adversários, na necessidade de regularidade e na possibilidade de recuperação.

Firmes na meta curta e vamos lá buscar o que queremos buscar, seja lá o que for.

 

Marcos Ortiz

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