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Marcos Ortiz

Opinião: Ninguém tropeça em pedra grande

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Ninguém tropeça em pedra grande, a grande a gente vê de longe e já programa o caminho, o problema são as pequenas que quando a gente menos espera aparecem na nossa frente, ai é cada “trupicão” que arranca até a tampa do dedo.

É, o ditado é simples, simplório, diria até, mas nunca valeu tanto como vale pra gente nessa reta final de Série B. Não podemos nos esquecer dos tropeços contra Juventude, Paysandu, Boa Esporte, Criciúma e até o próprio São Bento que veio aqui no Brinco e arrancou um 0x0 com direito a gol legítimo nosso anulado com a desculpa que a bola tinha saído na cobrança do escanteio… todos esses times tomaram pontos do Guarani e hoje brigam diretamente contra o rebaixamento. Teve até os dois dérbis, vacilamos e perdemos pontos importantes contra mais uma equipe que ainda não escapou do temido Z4 da Série B.

É por isso que esse jogo contra o São Bento é importantíssimo, o Guarani precisa mostrar que tá pronto pra subir, que superou seus erros, que conseguiu se moldar dentro da competição e aprendeu que quando tem a chance, tem que matar o concorrente. Se alguém tem que chorar, que sejam eles, não a gente.

Mas o São Bento não é o único perigo no caminho do Bugre nesses nove jogos finais, a gente ainda tem pela frente Boa Esporte fora, Oeste em casa, Paysandu em casa e Brasil de Pelotas fora, são todas equipes que estarão ou brigando pra fugir do rebaixamento ou não brigando por mais nada na competição, mas a gente não pode ver assim, temos que enxergá-los como 15 pontos em disputa, e vejam, 15 pontos a mais nos colocam lá, bem pertinho do acesso, com 60 pontos. A conta é mais ou menos assim, se a gente ganhar esses jogos praticamente sobe, se ganhar os confrontos, sobe com folga e pode sonhar mais lá em cima na tabela.

É por isso que lá em Sorocaba, por mais chavão que possa parecer, o Bugre terá uma final de campeonato, precisamos tentar enxergar essa reta final da Série B não como uma competição de pontos corridos, mas uma copa com jogos só de mata, sem volta, sim, algo como a Copa São Paulo? A gente vai ganhando e avançando em fase de sonho, de vez em quando empata, mas avança nos critérios, e quando a gente ver já acabou (claro, acabou com as nossas unhas, nossos cabelos, nossa saúde mental de tanto desespero e ansiedade).

Minha conta é meio simples, nessa reta final o Bugre precisa ganhar dois em cada três jogos. Tem nove, então são três metas curtas de três jogos cada, distribuídas dessa maneira:

1ª meta – São Bento (f), Avaí (c), Boa Esporte (f); Lembra, tem que ganhar dois desses jogos, mas especialmente nessa série seria bom acumular gordura, porque a próxima é pauleira.

2ª meta – Oeste (c), Coritiba (f) e Figueirense (f) – Viram? É complicado, depois do Oeste em casa tem dois jogos duros fora seguidos, hoje Figueirense e Coritiba estão no meio da tabela, mas tem potencial pra se recuperarem e os dois jogos serão fora de casa, seguidos.

3ª meta – Paysandu (c), Brasil de Pelotas (f) e Londrina (c) – Aqui a gente tem que matar o Paysandu no Brinco, fácil? Nada disso, lembra das pedras pequenas? Depois a gente vai enfrentar o desespero do Brasil em Pelotas e termina aqui contra o Londrina, um time que hoje tem 41 pontos, mas pelo que está jogando se credencia a recuperação e pode até chegar nessa rodada brigando pelo G4 também.

“Não adianta ficar fazendo esse tipo de projeção”… dirão muitos. Adianta sim! Adianta porque se olhar o objetivo a longo prazo parece que sobra muito, ou falta muito tempo, mas se diminuir em tiros curtos o foco é no resultado rápido, e com o papelzinho na mão a gente vai riscando o que conseguiu pra ver o que ainda falta lá na frente.

Andar pra frente, olhar cada adversário, cada jogo como importante e decisivo, essa é outra receita, porque olhando assim a gente enxerga todas as pedras como grandes e não corre o risco de se surpreender com elas ali na nossa frente, não “trupica”, não perde a tampa do dedão, não sangra e não dói.

Simbóra Guarani, simbóra Torcida Bugrina, Sorocaba é logo ali, depois a gente se encontra no Brinco, mas primeiro temos que vencer lá, e acreditem, não será nada fácil.

Nos deram 2500 ingressos, não imaginam o barulho que 2.500 Bugrinos fazem num jogo fora de casa e eu não tenho dúvida que pode ter até mais que isso, mas menos, jamais.

Acreditem, sonhem alto, busquem coisas grandes e juntos ultrapassem todos os obstáculos, sejam eles grandes ou pequenos.

Acreditem, vai valer a pena! Boa sorte pra gente, sucesso pro Bugre e boa viagem pra quem for ao Walter Ribeiro, vocês representaram a maior torcida do interior do Brasil, e isso por si já é um grande desafio!

Vamos juntos buscar o que é nosso!

 

Marcos Ortiz

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Data: 20/10/2018
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