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Marcos Ortiz

Opinião: No futebol de hoje o melhor ataque é a defesa…

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Muitos de nós Torcedores pregamos inúmeras vezes o ditado da bola que diz “a melhor defesa é o ataque”. Sim, isso é algo ligado ao nosso desejo de ver um time solto, leve, insinuante, proporcionando um bom resultado acompanhado de uma atuação de encher os olhos, este é o conceito “espetáculo” ao qual nós Bugrinos nos acostumamos em décadas passadas quando a característica principal dos times Bugrinos era o “meio pre frente”.

Claro, eu sou um deles. Foi assim que cresci vendo o Guarani jogar, com uma vocação ofensiva, com um futebol organizado que se impunha aos seus adversários pela capacidade de jogar ofensivamente, mas infelizmente o Guarani que eu e muitos de nós aprendemos a ver e gostávamos disputava um futebol onde o Campeonato Brasileiro e o Campeonato Paulista não tinham séries, era Paulista e Brasileiro, ponto. Infelizmente isso não existe mais, os últimos (muitos) anos nos mostraram que as séries chegaram.

É Série A2 pra lá, Série A1 pra cá, Serie B, Série C, volta Série B, sempre de olho no sonho da Série A que cada dia é mais seletiva. Exemplo disso é o Campeonato Paulista da Série A1 pra onde conseguimos finalmente voltar e que hoje tem apenas 16 times na elite, tirando os quatro chamados grandes restam 12 vagas para os times do interior do Estado que em outros tempos era conhecido como “berço do futebol brasileiro” e hoje, por conta dessa seletividade se transformou num mar de clubes cada dia mais presos a empresários pra se manterem entre os 10 que permanecerão na próxima temporada.

É, hoje o resultado tem que ser muito mais imediato que ontem, a linha de corte mudou e está muito mais acentuada, por isso vemos times tradicionais jogando Série A2, A3 e vários, acreditem, são muitos mesmo, jogando a “Bezinha” do Paulista, a quarta divisão.

Mas o que isso tem a ver com o momento do Guarani, afinal?

Tem tudo a ver, e vou tentar explicar por que… O Guarani vem numa campanha matematicamente ainda boa, está no grupo que ainda briga por uma das quatro vagas lá em cima e consegue se manter relativamente longe do grupo que briga lá embaixo. São 05 pontos de diferença pro G4 que consagra e 09 pontos de distância do temido Z4 que condena.

Todos nós, até inconscientemente, eu entre eles, pedimos um time mais ofensivo, mais solto, jogando mais bonito e o Guarani tentou fazer isso, mexeu no seu sistema de jogo. Ah, mas a campanha não era diferente do que é hoje, dirão muitos, sim, realmente não era, mas o nível dos resultados era.

Como jogava o Guarani? Com uma linha de quatro na defesa, uma linha de três volantes no meio de campo, dois meias avançados com um deles recuando pra auxiliar na marcação e um atacante. Mas o atacante não fazia gols como continua não fazendo, então nada mudou?

Claro que mudou, quem fazia gols eram os meias, sobrava até pros volantes, hoje não sobra mais.

Não, eu não entro nessa escalação que coloca Jefferson Nem ou Bruno Xavier entre os meias, quando a escalação tem um desses dois jogadores pra mim vira 4-4-2 com 4 defensores, dois volantes, dois meias e dois atacantes, e ai é que a coisa está pegando, não deu certo.

Perdemos na marcação do meio de campo, a prova disso pôde ser vista ao final do último jogo, a derrota pro Goiás, quando Ricardinho, sempre incansável no meio de campo, terminou a partida exausto, e aplaudido pela Torcida, o único, mesmo depois do resultado ruim.

Infelizmente pra nós um time que tem os problemas defensivos que o Guarani tem não pode abrir mão de um volante nesse momento da competição, é a tal “compactação” que a gente ouve sempre nas entrevistas dos treinadores e hoje ela está fazendo falta ao Guarani.

Duvida? Veja o próprio jogo contra o Goiás… antes de chegar ao segundo gol o time goiano já havia encontrado o “mapa da mina”, o lado esquerdo do Guarani e o buraco deixado entre a linha de volantes e o setor defensivo. Foram três chances exatamente do mesmo lugar de onde saiu o segundo gol, em todas elas havia um buraco na marcação do Guarani exatamente no mesmo espaço, na quarta vez não teve jeito, o Goiás ampliou.

Ainda não está convencido? Volte um pouco mais e veja o primeiro gol quando num contra ataque em velocidade Pará não conseguiu parar o adversário, e deveria ter feito, mesmo que custasse um cartão amarelo, depois, no desespero, Fabrício deu o bote na entrada da grande área, também não conseguiu e a bola chegou até a pequena área com o sistema defensivo já totalmente destruído no seu posicionamento. Resultado: Gol do Goias que mudou a história do jogo, mas um volante posicionado ali no meio de campo não conseguiria barrar o avanço no começo da jogada? Se não conseguisse, ao menos daria ao sistema defensivo a oportunidade de se posicionar e evitar o cruzamento.

Mas o que fazer então? Acredito que o Guarani deva dar um passo atrás pra dar alguns passos à frente, sai o sonho do futebol mais bonito, volta a realidade da marcação forte, das saídas em velocidade, da aproximação dos meias e da chegada dos volantes como elementos surpresa.

Não, não pode ser assim, tá errado! Se você pensa assim, pergunto: Dá pra confiar no temido lado esquerdo da defesa Bugrina? O que fazer então?

Como disse há alguns dias, o Guarani encontrou alguns bons titulares com as contratações recentes e ganhou bons reservas, os bons titulares são Fabrício Bigode e Felipe Rodrigues, dois volantes, os bons reservas são Willian e Matheus Oliveira, um meia e um volante, boas opções para o banco de reservas.

Neste momento a única forma de ainda acreditar no acesso seria com uma escalação próxima dessa: Agenor; Kevin, Philipe Maia, Fabrício e Pará; Fabrício Bigode, Ricardinho e Felipe Rodrigues; Rafael Longuine; Bruno Xavier e Bruno Mendes. Um 4-3-1-2 onde Pará ou quem quer que seja o lateral esquerdo não precisará descer tanto pelo lado esquerdo pois Xavier faz bem essa função, Kevin se libera pelo lado direito, Bigode protege bem o lado esquerdo da marcação, Felipe Rodrigues, por ser lateral direito de posição, protege bem o lado direito e Ricardinho tem a liberdade de correr sem ser a única opção de marcação dos dois lados do campo e Rafael Longuine, podendo ser o homem mais adiantado do meio de campo pode voltar a se reencontrar com as boas atuações.

Falta Bruno Mendes, Ortiz? Sim, falta, como faltou em todo o campeonato e ele precisará se reencontrar com os gols nessa reta final de Série B pra ser o diferencial em relação à campanha do primeiro turno.

Bruno Mendes não pode se esquecer do que sabe fazer, não podemos esquecer que, mesmo com a “secura de gols” na Série B ele ainda é o artilheiro da temporada com 12 gols marcados, nove na Série A2, três na Série B e me arrisco a dizer que se ele conseguir terminar a temporada com 18 gols estará ajudando o Guarani a conquistar o acesso, claro, dividindo os outros gols com Longuine, Ricardinho, um zagueiro na bola aérea aqui, um volante que pegue a sobra ali e uma cobrança de falta aqui, outra acola.

Hora de dar um passo atrás pra poder tentar andar pra frente, vale a pena tentar?

Desculpe se escrevi um festival de besteiras, mas nesse momento sou só mais um Torcedor como você tentando achar um meio de fazer o Guarani chegar no mínimo à quarta colocação.

Torcedor vive de sonhos, eu sou assim, acho que a maioria de nós é…

 

Marcos Ortiz

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