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Marcos Ortiz

Opinião: Série B, Futebol 2019, Erros e Futuro – O que vem pela frente?

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Nós chegamos às seis rodadas finais da Série B do Campeonato Brasileiro vivendo um momento diferente do que vivemos em toda a competição. Enquanto nas 32 rodadas anteriores o Guarani vivia a expectativa de, com um resultado de vitória, encostar no G4 e brigar pelo acesso, a 33ª rodada não traz este sentimento ao Torcedor pela primeira vez em toda a Série B.

O número mágico por enquanto continua sendo 61 pontos, o Bugre tem 45, portanto precisa de 16 pontos em 18 possíveis. Quase impossível, improvável, diria até, principalmente se analisarmos o comportamento do nosso time nas últimas três rodadas. O Guarani só entra nessa briga se conseguir vencer cinco partidas e empatar uma que não pode ser a última contra o Londrina, ou seja, praticamente um game over, porque o Guarani teria que fazer tudo o que não fez até agora, tendo pela frente jogos difíceis contra Coritiba e Figueirense (ambos fora de casa), em casa recebe o Paysandu e sua briga contra o rebaixamento e fora de casa encara o Brasil de Pelotas, talvez já livre dos riscos de queda, mas ainda assim, difícil, para só depois de superar todos esses adversários, chegar à última rodada precisando vencer o Londrina. Convenhamos, um feito no qual poucos Bugrinos conseguem acreditar.

Apesar de melancólica, a rodada anterior ainda trazia alguma esperança, e se tivesse feito o mínimo exigido num momento decisivo como estes que era vencer o lanterna do Campeonato, o Bugre teria se beneficiado com os resultados da rodada no que tange à perseguição a dois concorrentes, o CSA e o Avaí que tropeçaram na rodada e estariam 03 e 04 pontos à frente do Bugre, como não venceu, pior ainda, perdeu, o Guarani se distanciou de uma maneira que parece irreversível, e a abertura desta rodada mostra isso.

Como ficou a Série B?

Muito mais do que a distância, neste momento o que deve ser considerado é o curto tempo, o pequeno número de rodadas até o final da competição, e com a vitória sobre o Brasil-RS na noite de ontem por 2×0 o CSA que ocupava a quarta colocação chegou à vice liderança saltando de 51 para 54 pontos.

Com isso o quarto colocado passou a ser o Avaí que ainda joga na rodada e terá um confronto direto contra o Goiás em Goiânia. Com 52 pontos os catarinenses estão 07 pontos à frente do Bugre, essa distância pode cair no máximo para quatro em caso de vitória combinada com derrota,mas isso ainda demandaria duas rodadas para ser ultrapassado, somente com duas vitórias consecutivas e, ao menos um empate e uma derrota do Avaí, o Bugre consegue ultrapassar esse concorrente, mas isso não basta, hoje várias equipes se meteram no meio dessa briga e estão à nossa frente.

Três delas podem ser ultrapassadas nesta rodada, Atlético-GO, Londrina e aapp, mas o Atlético tem pela frente o Boa Esporte e, mesmo jogando fora de casa, tudo indica que deve vencer a partida. Já o Londrina tem em casa um duro confronto direto contra o Vila Nova, quinto colocado com 51 pontos e o outro time envolvido nesta briga joga fora de casa contra o Fortaleza, líder e pronto pra vencer, chegar aos 63 pontos e comemorar, não matematicamente, mas virtualmente o acesso.

Minha torcida? Sinceramente, se adianta alguma coisa torcer neste momento eu torceria por uma dobradinha Guarani e Londrina com as duas equipes mantendo campanhas idênticas até a rodada final e ai a decisão da vaga poderia ocorrer num confronto direto, na última rodada, quando Guarani e Londrina se enfrentam no Brinco de Ouro da Princesa.

Isso porque o Londrina terá jogos interessantes, primeiro o confronto com o Vila Nova, em seguida outro confronto com o Avaí, além de, na última rodada, ser o adversário direto, permitindo com uma vitória a reversão de posições.

Como agir até o fim?

Diante deste quadro o que fazer? Arriscar todas as fichas que temos num improvável acesso, queimando inclusive receitas futuras, ou aceitar que pelos nossos próprios erros perdemos a chance clara de subir e começarmos a pensar em 2019?

Bom, o Guarani não pensará em 2019 porque aposta suas fichas no chamado contrato de “Gestão Compartilhada do Futebol”. Com esse acordo firmado o clube deixa de ser financiador do seu futebol repassando essa responsabilidade ao parceiro que for escolhido.

Então o Planeta Guarani até o final da Série B cumprirá o seu papel, seguirá acompanhando, cobrindo e noticiando tudo o que for pertinente no Bugre entre as partidas, acompanhando os jogos, trazendo os resultados, as projeções, mas em momento algum abordará o assunto acesso a não ser que na última rodada Guarani e Londrina cheguem brigando pela quarta vaga e com uma vitória jogando em casa o Bugre suba.

Quem pode mudar isso? Neste momento apenas os jogadores e a comissão técnica, porque nenhum Torcedor Bugrino entrará em campo e poderá fazer um gol de vitória e nenhum dirigente terá a mesma capacidade.

Vão lá, se o discurso de todos é de brigar até o fim, já sabem o que precisam fazer, vencer cinco jogos (talvez sejam necessários seis) e, quem sabe, transformar a última rodada em uma final de Copa do Mundo, mas uma coisa não pode mais acontecer, o Guarani não pode mais perder nenhuma partida, qualquer derrota acabará com as chances de chegar aos 61 pontos, e esse número pode até mesmo não ser suficiente.

O que aconteceu?

Claro que aconteceram erros que qualquer um de nós pode apontar. Apostamos em “bois cansados”, jogadores que não tinham e mostraram que não tinham em muitos jogos e foram insistentemente escalados ou usados como opções nas substituições.

Apostamos no “samba de uma nota só”, o mesmo esquema de jogo pra todos os adversários, o mesmo 4-2-3-1, sem jogadas ensaiadas, sem passagens treinadas pelas laterais, sem aproximação dos volantes e meias e contando com alguns jogadores desinteressados em campo, outros com baixo nível técnico.

Se manteve, e parece que manteve, os salários em dia durante toda a competição, a diretoria, nesse aspecto não errou,mas não está isenta de erros. Eu não queria que fosse praticada a ingerência sobre o trabalho da comissão técnica com presidente, dirigentes e diretores escalando o time, mas eu queria que a Torcida Bugrina pudesse, ao final da competição, ter tido a certeza de que os melhores jogadores à sua disposição foram usados e que as escalações se basearam apenas nos critérios técnicos e táticos.

E o futuro?

Enfim, estes parecem ser os últimos dias que teremos a quem cobrar, a partir de 2019 tudo leva a crer que o Guarani será uma marca entregue a uma empresa, ou a um grupo delas que, como empresa, visará o próprio lucro, e o que poderemos fazer? Só torcer pra dar certo, porque contratos trazem prerrogativas que devem ser cumpridas pelos dois lados, um deles estará preparado para cobrar as suas, o da empresa.

Qual meu medo? Simples… qual seria o comportamento de uma empresa que, ao final do exercício anual constate prejuízo? Fará aquilo que o Guarani tem feito, seguindo buscando recursos para investir numa estrutura que fecha seus balanços com prejuízo todos os anos, ou fará o que as empresas fazem constantemente, encerrará as atividades arcando com eventuais multas contratuais?

O tempo mostrará, aqui eu só posso torcer.

 

Marcos Ortiz

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Data: 17/11/2018
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