“Erro muito grave”: Frontini detona arbitragem e aponta gol absurdamente irregular do Paysandu
O Guarani saiu de campo na bronca com a arbitragem após o confronto contra o Paysandu. O executivo de futebol do clube, Carlos Frontini, não poupou críticas à equipe de arbitragem em entrevista à Radio Clube do Pará, classificando a validação do segundo gol adversário como um erro gravíssimo e inadmissível.
Apesar de reconhecer que o Guarani fez um bom primeiro tempo e admitir que o Paysandu foi superior na segunda etapa, Frontini centrou suas declarações no lance crucial que comprometeu o resultado da partida. Segundo o dirigente, o gol do time paraense foi absurdamente irregular, com não apenas um, mas dois jogadores em completo impedimento na jogada.
“Não levanta porque não quer”
A principal reclamação do executivo bugrino foi direcionada ao árbitro assistente, enfatizando que ele tinha total condição de assinalar a infração.
“O erro do segundo gol, cara, é um erro muito grave, inadmissível. Na linha dele, não era um, eram dois jogadores [impedidos]”, disparou Frontini.
O dirigente foi além e questionou a postura do bandeirinha no momento do passe: “Ele estava na direção, não levanta porque não quer. Deixa a gente até um pouco confuso”.
Adversário beneficiado e histórico de erros contra o Bugre
Frontini fez questão de ressaltar que a revolta do Guarani não é contra a instituição do Paysandu. Ele afirmou que não há nada contra a equipe adversária, que possui profissionais qualificados, mas pontuou que eles “tiveram um benefício muito grande na hora do empate” devido à falha da arbitragem.
O executivo também aproveitou a oportunidade para lembrar que o Guarani vem sofrendo com decisões polêmicas de forma recorrente, resgatando lances de rodadas anteriores, como no jogo contra o Floresta.
“Tivemos dois pênaltis contra o Floresta e nada foi dado. Agora, um gol impedido… É muito erro contra o Guarani”, desabafou o dirigente. “Mais uma vez fomos prejudicados dentro de campo. É uma coisa muito grave, a gente precisa entender o que está acontecendo”.
Foco na classificação e no Brinco de Ouro
Apesar do forte tom de indignação com o apito, Frontini tentou virar a página e projetar os próximos compromissos da equipe. Ele reforçou a necessidade de manter o trabalho e focar na força da torcida no Brinco de Ouro para buscar a reabilitação.
“A gente precisa continuar, vencer dentro de casa para continuar e classificar o time. A gente precisa entender o que tá acontecendo”, concluiu o executivo.
Marcos Ortiz

