O circo, os atores, o trapézio, o dono e os palhaços – Quem é quem nesta história?
Com mais um empate, depois de abrir o placar, o Guarani está eliminado na primeira fase da Série C de 2026. De líder até a 12ª rodada a 10º na 19ª, esta foi a trajetória do elenco mais caro da história do Bugre.
Mas esta história não se conta apenas com atletas que só se preocuparam com seus salários, descomprometidos, ruins ou pipoqueiros, ela é feita por várias e várias mãos, principalmente por 8: Os três atuais conselheiros de administração, mas também passa pelo presidente de fato do Guarani, que manda e desmanda no clube e que com seus votos, elege ou aprova o que quer dentro dele.
Passa também pelas mãos de uma maioria de conselheiros comprometidos com tudo, menos com os reais interesses do Guarani FC. Deliberativos que só deliberam o que interessa ao rei, fiscais que fiscalizam tudo, menos o que realmente importa.
Chegamos ao ponto de, na reunião que recebeu a proposta de aquisição da SAF, ouvirmos o discurso de um conselheiro deliberativo comparando a venda, por uma proposta que absolutamente não protege a entidade no seu futuro, ao pai que entrega sua filha no altar ao seu noivo… antes de se preocupar com o “casamento da filha”, o conselheiro deveria se preocupar com a manutenção do seu cônjuge, o Guarani Futebol Clube.
Feche os olhos e volte aos anos de 2021 e 2023, quando o Guarani caminhava a passos largos rumo à Série A. Passe pelo vergonhoso rebaixamento na laterna em 2024, pela vergonhosa elininação perdendo dois dérbis em 2025, e você verá muitos dos nomes atuais envolvidos em decisões nos bastidores. O estrume era outro, mas as moscas são quase as mesmas.
Pese o fato que uma pessoa que só entrou para a chapa do conselho de administração porque outra havia desistido dias antes do registro da chapa, acabe se tornando presidente do clube.
Quer piorar mais? É reeleito! Prometendo que em três anos o Guarani estaria jogando a Série A, num estádio moderno para 30 mil pessoas, e disputando uma vaga na pré Libertadores da América. Se esqueceu que antes de tudo isso, precisava pagar salários, que já estavam atrasados, pra poder sair da Série C…
Não se esqueça que estas mesmas pessoas administraram porcamente uma receita de R$ 62 milhões, com 42 deles vindos de vendas de jogadores, algo que dificilmente se repetirá, mas eles decidiram que o time poderia ter uma folha salarial de R$ 2 milhões ao mês para jogar A SÉRIE C! Não pagaram, e os jogadores não jogaram…
O circo estava posto, o picadeiro estava lá, o palco, o trapézio, até mesmo o globo da morte. A diferença é que os feitos de palhaços somos nós, enquanto o dono do circo conta a renda e os atores, trapezistas e motoqueiros, reclamam que não receberam a sua parte.
Respeitável público! Bem vindos ao pior espetáculo da terra: Um jogo de futebol do Guarani FC, comandado por Rômulo Amaro, tendo em campo um time de velhos pipoqueiros, preocupados apenas com suas aposentadorias!
Realmente, A BOLA NÃO ENTRA POR ACASO!
A partir de hoje também defendo: que venha a SAF e que chegue o dono, porque esses que nos fazem de palhaços deixaram o Guarani sem nenhum jogo até janeiro de 2027, mas pior, sem nenhum centavo de agora até o ano que vem, porque mesmo não pagando o que deviam, anteciparam tudo o que o clube tem a receber na próxima temporada. SAF no Guarani agora significa “Sobrevivência Após Fracassos”.
Onde enfiaram tudo isso? Não sei, duvido que caiba tanta coisa no rabo.
Marcos Ortiz

