Opinião Beto Toledo: As armadilhas do bom e perigoso momento do Bugre
Após duas vitórias longe do Brinco, o Guarani reencontrará sua torcida sábado no Derby, mas será que estamos atentos às armadilhas?
O Guarani saiu de casa nas duas últimas partidas pressionado por resultados, depois de três jogos sem vencer na competição, as vitórias se tornaram imprescindíveis para uma campanha pelo menos sem sustos e o Guarani cumpriu a escrita, venceu Velo e Portuguesa, ambos por 1×0 e entrou na zona de classificação.
Com um futebol pobre, porém efetivo, a equipe comandada pelo treinador Matheus Costa, abriu o placar nas duas partidas e mesmo sendo muito pressionado pelos adversários, manteve o resultado e conquistou os três pontos o que chama a atenção e ao mesmo tempo preocupa parte do torcedor Bugrino, é o fato de que o goleiro Caíque França, foi considerado o melhor em campo nestes jogos, ilustrando bem o que ocorreu dentro das quatro linhas.
É claro que o resultado é o que move o futebol, entretanto o resultado por si só, sem ser acompanhado de boas atuações, costumam ter prazo de validade, se o pênalti do Velo ou alguma das três grandes chances criadas pelo Lusa tivessem encontrado as redes, provavelmente o discurso pós jogo teria sido outro.
O Treinador Bugrino, usou o termo copo meio cheio e copo meio vazio no pós jogo de ontem, e vou convidar você leitor a uma reflexão. No ano passado, começamos uma boa arrancada para a classificação, mas já na reta de chegada, o futebol havia ficado de lado e tínhamos apenas o resultado para nos apegar, a partida final contra o Tobense, já rebaixado, parecia um prenúncio do que estaria por vir no quadrangular final, vimos um time absolutamente sem repertório e que sem a “sorte” para poder contar, não conseguiu o objetivo maior que era acesso.

“A gente pode enxergar tudo com o copo meio cheio e meio vazio, então, cada um vai enxergar do jeito que quer” – Matheus Costa em coletiva pós jogo de Portuguesa 0x1 Guarani.
Não é incomum ouvirmos uma frase bem antiga no futebol que afirma que aprendermos mais com as derrotas do que com as vitórias e isso, se aplica a vida como um todo, o Guarani obteve resultados nas duas últimas partidas, mas também deixou visível a todos, as suas deficiências e necessidades, essa relutância do nosso líder em considerar este fato, preocupa demais, especialmente por estarmos as vésperas do clássico que consagra heróis e condena vilões, o Derby.
Nós torcedores conhecemos bem as “Armadilhas” contidas no clássico campineiro, a soberba, letargia, indiferença e egocentrismo fizeram muitas vítimas durante sua história e a resistência de Matheus Costa em reconhecer as fragilidades do time, podem sim nos transformar na próxima vítima, as vitórias enganam e ocultam falhas, a persistência pela alta performance, tem que estar tatuada na alma de qualquer um que se proponha a trabalhar na área dos esportes, e o futebol é a paixão nacional, é o esporte que movimenta Bilhões no Brasil e quem quer se estabelecer neste meio, não pode ter compromisso com a mediocridade e inercia.
Tragam-nos a vitória Guarani, está em jogo a consolidação da campanha, um grande passo para a classificação, o afundamento da Rival e mais de 100 anos de hegemonia, provem que 2025 ficou para trás e que as tragédias dos Derby foram superadas, pois a velha máxima sempre prevalecerá, Derby não se joga, se ganha.
Beto Toledo

