Sofrimento até o fim: Guarani arranca empate dramático contra o Maranhão na estreia da Série C

Sofrimento até o fim: Guarani arranca empate dramático contra o Maranhão na estreia da Série C
Foto: Ronald Felipe para o Guarani FC.

​Debaixo de muita chuva no Castelão, o Bugre buscou o gol aos 52 minutos do segundo tempo após um pênalti defendido e um rebote heróico.

​A Série C do Campeonato Brasileiro de 2026 começou com altas doses de emoção. Na tarde do último sábado (4), Maranhão e Guarani protagonizaram um duelo intenso no Estádio Castelão, em São Luís, que terminou empatado em 1 a 1. A partida foi marcada por um gramado encharcado pela chuva, equilíbrio tático e um roteiro dramático nos acréscimos, com o Bugre evitando a derrota no último respiro do jogo.

​O Jogo

​Primeiro Tempo: Domínio Bugrino e defesas importantes

​Sob comando do estreante Élio Sizenando, o Guarani tomou a iniciativa e dominou as ações na primeira etapa. Enfrentando um adversário que adotou uma postura mais cautelosa e de pouca presença ofensiva nos primeiros 45 minutos, o Bugre controlou a posse de bola, mesmo esbarrando nas dificuldades impostas pelo campo pesado.

Porém, com dificuldades nas finalizações, as principais chances Bugrinas aconteceram em cruzamentos de bola parada, exigindo grandes defesas do goleiro Jean.

Já o Maranhão, treinado por Marcinho Guerreiro, apostava em lances esporádicos de transição e chegou a assustar, exigindo boas intervenções de Caíque França — como em um perigoso arremate de longa distância do volante Vander. Ainda assim, a etapa inicial terminou sem alterações no placar.

​Segundo Tempo: Falha defensiva, pênalti e redenção

​O panorama mudou na volta do intervalo. O Maranhão subiu suas linhas, passou a ser mais produtivo no ataque e equilibrou a posse de bola. O Guarani, por sua vez, voltou apático, com dificuldades para criar jogadas e trabalhando mais a bola na intermediária.

​A melhora dos donos da casa foi premiada aos 30 minutos. Após jogada de Rosivan pela ponta, que contou com falha de marcação de Carlos Eduardo, pela direita, saiu o cruzamento para a área, o goleiro Caíque França errou o tempo da bola e deixou um rebote limpo para o meia Luiz Gustavo, que havia acabado de sair do banco de reservas, fazer 1×0.

​O Bugre seguia com dificuldades ofensivas, mesmo tendo recuperado o controle da posse de bola, mas apenas as bolas paradas continuavam levando perigo e esbarravam nas boas defesas do goleiro Jean. O cenário parecia definido para a vitória maranhense, mas o futebol reservou um final eletrizante.

Aos 51 minutos, o atacante Guilherme Parede tentou um cruzamento pela esquerda e a bola bateu no braço do zagueiro Tibúrcio, do Maranhão. O árbitro Thaillan Azevedo Gomes não hesitou e assinalou a penalidade máxima.

​Aos 52 minutos, Guilherme Parede assumiu a responsabilidade, mas telegrafou o canto e o goleiro Jean conseguiu boa defesa no seu canto esquerdo. A bola voltou para a pequena área e, do outro lado o atacante Hebert, que também havia entrado na segunda etapa, antecipou-se à zaga no rebote e encheu o pé esquerdo, quase em cima da linha, para decretar o empate Bugrino praticamente no último lance da partida.

Pós-Jogo e Próximos Passos​

Apesar de ter conquistado o ponto fora de casa, o sentimento Bugrino foi de que o time poderia ter entregado mais. “Queríamos a vitória”, declarou Guilherme Parede ao final do jogo, em entrevista à TV Bandeirantes. “Nosso time é bom, mas faltou mais intensidade. O gramado encharcado também atrapalhou”, resumiu o jogador.

​Agora o Guarani recebe em Campinas o Volta Redonda no domingo (12), às 18h30, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, pela 2ª rodada da Série C.

​Ficha Técnica: Maranhão 1 x 1 Guarani

​Competição: Campeonato Brasileiro Série C 2026 – 1ª Rodada
​Local: Estádio Castelão, São Luís (MA)
​Data: 04 de abril de 2026 (Sábado)
​Árbitro: Thaillan Azevedo Gomes (AP)

Gols: Luiz Gustavo, aos 30′ do 2ºT (Maranhão); Hebert, aos 52′ do 2ºT (Guarani)
​Cartões Amarelos: André Radija e Rosivan (Maranhão); Raphael Rodrigues, Lucca, Ynaiã e João Paulo (Guarani)

Escalações:

​Maranhão: Jean; Ball, Tiburcio, Keven e André Radija; Vander (Pimentinha), Rosivan e Maurício (Luiz Gustavo); Vagalume (Jorge Rocha), Will (Lucão) e Felipe Cruz (Rafael). Técnico: Marcinho Guerreiro.

Guarani: Caíque França; Ynaiã, Rafael Donato, Jonathan Costa e Emerson; Raphael Rodrigues (Hebert), Willian Farias, Isaque (Carlos Eduardo) e João Paulo (Kauã Jesus); Mirandinha (Guilherme Cachoeira) e Lucca (Guilherme Parede). Técnico: Élio Sizenando.

Marcos Ortiz