Opinião Beto Toledo: Até que ponto é só uma estreia?
O Guarani estreou na temporada 2026 no último sábado (10), e como em um filme repetido, o torcedor assistiu um festival de velhos erros e de teimosia.
O Guarani ficou no empate em sua estreia no Paulistão 2026 e reacendeu uma luz de alerta na cabeça do torcedor Bugrino, o que era empolgação e confiança, se transformou em frustração e preocupação, isso, após apenas 100 minutos de futebol na nova temporada. A vítima principal das críticas foi o treinador Matheus Costa que já era objeto de muita contestação após o fracasso de 2025 e as derrotas nos dérbis da fase decisiva do Brasileiro da série C. Eis que na estreia, após fazer um jogo irregular e cheio de velhos erros, o time sofre o empate nos instantes finais da partida, como se fosse um “remake” de um filme que o torcedor não queria assistir novamente, mas a pior parte, talvez o torcedor não imaginava que ainda estava por vir, bem na hora dos comentários do Diretor, na cena pós crédito, vem uma coleção de frases prontas e sem nenhuma conexão com a realidade.

“A gente não vai conseguir fazer tudo oque a gente tá construindo, isso vai ser uma sequencia de jogos, uma sequencia de trabalho”. Técnico Matheus Costa, em coletiva no ultimo sábado.
Não Matheus, não deixamos a vitória escapar nos segundos finais, ninguém conseguiu assistir este jogo que o senhor viu, o jogo real, foi de um domínio absoluto do adversário que na verdade perdeu a chance de fazer o resultado ainda no primeiro tempo, uma defesa espaçada, um meio campo descompactado e um ataque distante, favoreceram a movimentação do Primavera que não teve nenhuma dificuldade em trabalhar a bola e colocar o Guarani na roda. As boas chances do Guarani foram criadas apenas em bolas paradas e nos contra-ataques, já na segunda etapa quando o time estava na frente, isso é muito pouco pra um time que passou mais de 40 dias treinando um elenco montado com a sua participação e anuência.
O Paulistão 2026, diferente de outras anos, terá apenas oito jogos em sua primeira fase e após três partidas já terão sido disputados quase 40% dos jogos, nossos próximos desafios são o Novorizontino fora e o Santos em casa, dois times de Séries nacionais acima da nossa, dois times com mais investimentos e mais regularidade, se os resultados não acontecerem agora, o campeonato muda e o desespero da zona de rebaixamento volta a nos assombrar, a torcida se afasta e as cobranças se intensificam, portanto, caro Matheus Costa, não há tempo para construir um trabalho em uma sequência de jogos, o Paulistão não é assim, aqui o resultado é pra ontem e se você não consegue entender a urgência do resultado, deixe seu boné com o Farnei e siga sua carreira em lugares onde o conformismo e a inércia sejam melhores aceitos.
Não simplifiquemos, torcedor Bugrino, o problema não é apenas atitude. Mudanças nos atos não nos trarão resultado, futebol é muito mais profundo que isso, e na verdade, não nos falta raça, entrega ou instinto vencedor, o que falta é repertório para fazer diferente e obter melhores resultados.
Beto Toledo

