Opinião Beto Toledo: Encontramos os três culpados, resta saber se serão os últimos

Opinião Beto Toledo: Encontramos os três culpados, resta saber se serão os últimos
Farnei Coelho, Matheus COsta e Elano em entrevista coletiva - Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC.

A tão famosa “máquina de moer gente” do Guarani, voltou a funcionar, mas você, caro leitor, já se perguntou se esses serão os últimos culpados?

Após a eliminação precoce da Copa do Brasil, na última quarta-feira, a “Máquina de moer gente” instalado no Brinco de ouro, voltou a funcionar e desta vez, O técnico Matheus Costa, o executivo de futebol Fárnei Coelho e o coordenador técnico Elano Blumer, foram as vítimas, verdade que essa, foi a terceira eliminação em pouco menos de cinco meses, entretanto, novamente levanta a velha e já tão batida pergunta, e os verdadeiros culpados, quando cairão?

No ano passado, após o insucesso no Paulistão e um péssimo início de Série C, os demitidos foram o Técnico Maurício Souza, o Executivo Rodrigo Pastana e o coordenador técnico Danilo Silva, antes disso tivemos algumas dobradinhas, caindo Umberto Louzer e Juliano Camargo, Toninho Cecilio e Pintado, embora estes, foram desligados com alguns dias de diferença e mais alguns tantos outros exemplos de insucessos seguidos de demissões.

Nas últimas três gestões, foram nove superintendentes ou executivos, tivemos as duas nomenclaturas para se referir ao mesmo cargo, ou seja, Ricardo Moisés, André Marconatto e Rômulo Amaro, presidentes do CA que fazem ou fizeram, parte do mesmo grupo político, de 2019 pra cá, trocaram quase dez vezes o nome do homem forte da bola, em sete anos tivemos uma enorme diversidade de metodologias e culturas, algumas das trocas, representaram mudanças drásticas e a outra pergunta que fica é, como os profissionais liderados, sejam atletas ou estafe, lidam com isso no dia a dia?

Superintendentes/Executivos de Futebol a partir de 2019

Gestão do CA comandanda por Ricardo Moisés:

Cargo vago entre Agosto e Novembro/19
Michel Alves
ficou 2 anos e 3 meses.
Rodrigo Pastana, entre Julho/22 e o mandato se encerrou em março/23, foram 9 meses.

Gestão Ricardo Moisés – Duração de 40 meses: Média de 18,5 meses por superintendente/executivo de futebol.
Segundo levantamento de Marcos Ortiz.

Gestão do CA comandada por André Marconatto/Rômulo Amaro:

Rodrigo Pastana permaneceu mais 2 meses e foi demitido.
Lucas Drubski, ficou 4 meses, pediu demissão.
Juliano Camargo, ficou 2 meses.
Danilo Silva, ficou 2 meses, voltou a coordenação
Toninho Cecílio, ficou 2 meses.
Rodrigo Pastana, ficou 9 meses.
Farnei Coelho, ficou 9 meses.

Gestão Marconatto/Rômulo – Duração de 35 meses: Média de 4,28 meses
Segundo levantamento de Marcos Ortiz.

Não bastasse as trocas nas lideranças executiva, tivemos também um total de 16 treinadores e da mesma forma, são nomes absolutamente antagônicos do ponto de vista metodológico e cultural, nossos dirigentes instituíram o equivocado modelo do “Tentativa e erro” não há nenhuma convicção das decisões tomadas, apenas um perigoso e já comprovadamente ineficaz, improviso!

Treinadores a partir de 2019:

Gestão Ricardo Moisés:

Thiago Carpini interino entre agosto e novembro, efetivo de novembro a agosto/2020 1 ano.
Ricardo Catalá ficou 40 dias.
Felipe Conceição ficou de outubro/20 a janeiro/21 – 4 meses.
Allan All assume em fevereiro/21 sai em maio/21 (4 meses)
Daniel Paulista ficou por 10 meses, junho/21 – maio/22.
Marcelo Chamusca fica 40 dias.
Mozart Santos ficou 10 meses entre maio/22/fevereiro/23.

Média de 6 meses e 7 dias por treinador, segundo levantamento de Marcos Ortiz.
Em 40 meses, foram 6 treinadores.

Marconatto/Rômulo Amaro:

Treinadores do Guarani FC na gestão André Marconatto/Rômulo Amaro – Fotos: Raphael Silvestre/Guarani FC.

Brunno Pivetti ficou 2 meses e meio entre março e maio/23.
Umberto Louser permaneceu entre maio/23 e início de fevereiro/24 (10 meses).
Claudinei Oliveira assume em fevereiro/24 e deixa o clube no final de abril/24, 2 meses e meio, sendo 1 mês sem futebol.
Junior Rocha assume em 02 de maio/24 e sai em 9/06/24 (38 dias).
Pintado assume em 19 de junho/24 e sai em 26 de julho/24 (37 dias).
Allan Aal assume em julho/24 e deixa o clube em novembro/24 (5 meses).
Maurício Souza assume em dezembro/24 e sai no dia 22 de abril (5 meses).
Marcelo Fernandes assumiu em abril/25, fica até julho/25 (3 meses).
Matheus Costa assumiu em agosto/25, ficou até fevereiro/26 (7 meses, sendo 3 sem futebol).

Média de 3,55 meses por treinador, segundo levantamento de Marcos Ortiz
Em 35 meses, foram 9 treinadores.

Falando do presente, eu, humildemente observo que não encontrei motivos suficientes que justificassem a demissão do Fárnei, sobre o técnico Matheus Costa, o trabalho não estava evoluindo e uma eliminação desastrosa como foi a da Copa do Brasil, são mais que bons motivos para o desligamento, já com relação a Elano, não consigo opinar, já que nunca ficou muito bem explicado, qual a real função do profissional no Guarani.

O fato que mais uma vez fica evidente é de que o CA do Guarani, em seus últimos três mandatos, não demonstrou nenhuma convicção e nem tão pouco conhecimento para poder tomar decisões com o mínimo de estratégia e profissionalismo, na verdade o que se vê é uma sucessão improvisos seguidos de declarações contraditórias que no fim, apenas destrói a reputação e confiança para com a torcida, dos profissionais que se propõe a trabalhar a frente do futebol do nosso amado Bugre.

Vaidade, incompetência? Sinceramente não sei, talvez os dois, contudo o que se vê é os verdadeiros culpados se mantendo no comando enquanto os contratados levam a culpa e deixam o clube pelas portas do fundo, dia após dia.

Beto Toledo