Opinião Beto Toledo: Elio Sizenando colocou um alvo em seu peito e precisa saber disso
As declarações pós jogo do Técnico Elio Sizenando conseguiram não só, colocar a imprensa contra ele, como também a Torcida, será que nosso comandante estava preparado para trabalhar com a pressão do cargo?
É fato de que o Guarani fez um jogo ruim contra o Maranhão, ainda que consideremos o gramado e a forte chuva como fatores que atrapalharam uma possível melhor atuação, a fragilidade do adversário e a incapacidade do Guarani em se adaptar a isso, foram determinantes para a estreia ruim.
Em seu primeiro jogo em casa, após fazer um primeiro tempo com muitas finalizações e chances claras de gol, o Guarani encontrou a vitória no segundo tempo. Isso trouxe paz e aliviou a pressão da estreia, porém, mesmo com a vitória, algumas críticas pontuais foram feitas, e parece que isso chegou ao treinador Elio Sizenando, e parece também que ele discorda das observações, a ponto de trazer o assunto logo na primeira pergunta da entrevista coletiva pós jogo, e com um certo grau de irritação e destempero, deu início a um enfrentamento que pode não ser bom para ele e para o elenco.
Todos nós sabemos que há um certo corporativismo quando se trata da imprensa, veículos concorrentes e as vezes até rivais, tendem a convergir toda a vez que o tema é liberdade de imprensa ou quando algum profissional sofre algum tipo de ataque, mas no caso de Elio Sizenando, a critica foi direta e dirigida a toda a imprensa esportiva de Campinas, e não se limitou a isso, de quebra ele ofendeu o Torcedor Bugrino quando criticou as vaias e atribuiu os erros e nervosismo a isso.
O mal resultado não seria então fruto de uma teimosia quase cega em manter o Raphael fazendo uma função que não lhe é comum? Não seria talvez por conta das alterações equivocadas e tardias? Ou talvez, e só talvez, porque alguns jogadores não estão rendendo nem perto do esperado e ainda assim continuam com espaço quase cativo no time titular?
Enfim, essa é uma pergunta de múltiplas respostas, entretanto nenhuma delas tem o Torcedor ou a imprensa como agente principal, todos sabemos que se trata de um início de trabalho e que dúvidas e ajustes são comuns, assim como as críticas e cobranças e não adiantará em nada se nosso treinador não estiver preparado para lidar somente com a primeira parte, trabalhar em clubes sem expressão é de torcida mista com certeza facilita e muito a vida dos líderes, no Guarani não é assim e ele por ser de Campinas deveria saber como as coisas acontecem por aqui, este enfrentando colocou um enorme alvo no peito do técnico que, a partir de agora, será cobrado em dobro por qualquer erro ou resultado negativo.
O Torcedor usará as falas infelizes contra ele toda vez que se ver frustrado por conta de um insucesso e a imprensa não costuma demonstrar piedade em casos assim. Juntos, estes fatores podem ser uma receita indigesta e nosso “treineiro” vai ter que mostrar muito mais resiliência e inteligência emocional do que apresentou na última entrevista.
Espero que ele consiga, pois o Guarani precisa de paz para poder seguir firme no nosso principal objetivo que é o de sair desse calvário chamado Série C.
Beto Toledo

