Guarani 1×3 Ituano: Com erros e mais erros na defesa e no ataque, Bugre perde a 1ª na Série C
O Guarani sofreu um duro revés em casa, ao ser derrotado pelo Ituano por 3×1, mas, quem olha apenas para o placar final pode ter uma impressão equivocada do que foi o confronto. O Bugre não fez uma partida ruim, apresentou volume de jogo e criou oportunidades, mas acabou punido por uma combinação letal: erros de finalização, decisões questionáveis da arbitragem e uma noite infeliz do seu sistema defensivo.
Domínio e Frustração no Ataque
Desde o apito inicial, o Bugre buscou impor seu ritmo. A equipe demonstrou boa movimentação e chegou com perigo constante ao terço final do campo. O grande problema esteve no momento de definir as jogadas. A equipe pecou excessivamente no último passe e nas finalizações.
As Falhas Que Custaram o Jogo
O Ituano abriu o placar num errro de marcação. Em cobrança de escanteio pela esquerda, aos 15 minutos, a bola chegou ao primeiro pau. A dupla de zaga, formada por Raphael e Maurício Antônio falhou, e o volante GW cabeceou livre, no canto direito de Caíque França.
Se no ataque as coisas teimavam em não dar certo, na defesa os erros individuais cobraram um preço alto demais. O goleiro Caíque França, peça importante do elenco, amargou uma daquelas noites que todo atleta quer esquecer. Aos 41 minutos do 1º tempo Caíque falhou ao tentar cortar um cruzamento, socou mal a bola, que sobrou para Neto Berola marcar o segundo gol do Ituano.
O gol Bugrino saiu do lance menos esperado de toda a partida, aos 44 minutos Hebert cruzou uma bola da esquerda, Nathan Melo cabeceou fraco, e o goleiro Wesley, ao tentar defender, viu a bola passar por entre as mãos e morrer no fundo do gol.
Quando parecia questão de tempo para o Guarani chegar ao empate, a equipe voltou a falhar. Aos 29 minutos do 2º tempo. Num dos raros contra ataques do Ituano, que começou num erro de saída de bola do volante Nathan Melo, depois do corta luz de Bruno Mezenga, Alason chegou batendo, a bola saiu em cima do goleiro Bugrino, que ao tentar espalmar pra escanteio, acabou jogando no seu canto direito, ela ainda bateu no pé da trave e entrou mansinha, decretando números finais ao placar.
Guilherme Cachoeira desperdiçou duas grandes oportunidades, a primeira após aplicar um chapeu no adversário, já dentro da área, o meia não chutou pro gol, buscou um passe, que saiu errado, possibilitando a recuperação da defesa. Na segunda, já na segunda etapa, ele recebeu bom passe de Maranhão, invadiu a grande área pela direita e chutou forte, mas em cima do goleiro, que defendeu com a perna direita.
Quando conseguiu superar a marcação do Ituano e calibrar o chute, a sorte também não sorriu: duas bolas explodiram no travessão, duas cabeçadas, uma de Raphael, outra de Maranhão, que ainda pingou perto da linha, mas não entou, levantando a torcida, mas negando o grito de gol.
Para piorar a frustração ofensiva, o Guarani ainda teve um gol mal anulado pela arbitragem, em um lance capital que poderia ter mudado completamente a história do confronto. Hebert recebeu a bola em condição legal, mas o auxiiar parou a jogada, marcando impedimento, enquanto o atacante Bugrino tocava pro fundo do gol.
Erros na saída de bola: O Guarani apresentou dificuldades na transição, com passes precipitados que entregaram a posse ao adversário. O time visitante, bem postado e jogando no erro do Bugre, não perdoou as falhas e mostrou extrema eficiência para balançar as redes.
Resumo da Ópera
O Ituano fez o seu papel: sofreu quando o Guarani pressionou e foi cirúrgico para aproveitar os presentes dados pela defesa Bugrina.
Para o Guarani, fica a lição amarga de que volume de jogo e superioridade territorial não vencem partidas se não vierem acompanhados de eficiência. O time mostrou que tem capacidade de criação, mas precisará corrigir a pontaria, ajustar a precisão dos passes, recuperar a confiança da sua defesa e do seu goleiro para os próximos compromissos da temporada.
Ficha Técnica
Guarani 1×3 Ituano
Competição: Brasileirão Série C – 7ª Rodada
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, Campinas (SP)
Data: 11 de maio de 2026
Público: 3.949 torcedores
Árbitro: Artur de Moraes Fernandes (GO)
Gols: Gabriel Willian (15′ do 1ºT), Neto Berola (41′ do 1ºT), Nathan Melo (44′ do 1ºT) e Alason (29′ do 2ºT).
Cartões amarelos: Guarani: Yan – 462’ 1ºT, Carlos Eduardo 11’ – 2ºT, Ynaiã – 46’ 2ºT e Maurício Antônio – 50’ 2ºT. Ituano: Razera – 28’ – 1ºT, Neto Berola – 29’ 1ºT, GW – 48’ 1ºT, Wesley – 08′ 2ºT, Alason – 28′ 2ºT e Victor Reis – 42′ 2ºT.
Escalações:
Guarani: Caíque França; Yan (Ynaiã – Intervalo), Raphael, Maurício Antonio e Emerson; Nathan Melo, Carlos Eduardo, Diego Torres (25′ 2ºT) e Guilherme Cachoeira (Guilherme Parede – 31’ 2ºT); Hebert (Mirandinha – 31’ 2ºT) e Maranhão (Kewen – 31’ 2ºT). Técnico: Elio Sizenando.
Ituano: Wesley; Lucas Mota, Leo Coltro, Matheus Mancini e Tiaguinho (Dal Pian – 35’ 2ºT); GW, Kauan Richard e Xavier (Marthã – 28’ 2ºT); Thassio (Victor Reis – 35’ 2ºT), Neto Berola (Alason – 19’ 2ºT) e Razera (Bruno Mezenga – 28’ 2ºT). Técnico: Mazona Júnior.
Próxima rodada
No próximo sábado (23), o Bugre vai a Itajaí-SC, enfrentar o Barra, pela oitava rodada da Série C, em u confronto direto. Memso fora do G8 da Série C, apenas 2 pontos separam as duas equipes neste momento. O Bugre é o 6º colocado com 12 pontos ganhos, já os catarinenses aparecem na 13ª colocação, com 10 pontos ganhos.
Marcos Ortiz

