Guarani 2×1 Ferroviária, uma vitória importante, mas bastante sofrida

Guarani 2×1 Ferroviária, uma vitória importante, mas bastante sofrida
Índio marca e comemora com a Torcida o gol da vitória Bugrina. Foto: Thomaz Marostegan/Guarani FC.
Clí­nica SOU

Há vitórias e vitórias e é preciso contextualizar e pontuar isso muito bem ao falarmos da vitória do Guarani sobre a Ferroviária por 2×1 no Brinco de Ouro da Princesa.

Primeiro, para se livrar de qualquer risco na parte de baixo da tabela era preciso vencer, e o Guarani venceu!

Segundo, para chegar à última rodada ainda brigando pela segunda vaga no seu grupo para as quartas de final era preciso vencer, e o Guarani venceu!

Terceiro, depois da derrota em casa para o Santo André nas circunstâncias em que ela aconteceu, era preciso vencer, e o Guarani venceu!

Quarto e último, para ganhar alguma moral para o confronto com o Vila Nova pela Copa do Brasil na próxima terça-feira era preciso vencer, e o Guarani venceu!

E para por ai… o futebol foi longe do ideal, assim como a disposição tática do time dentro de campo. Escolhas questionáveis antes do jogo, com a bola rolando a principal delas “queimou a língua” geral quando aos 17 minutos Ronald abriu o placar em uma bonita jogada que começou com Lucão do Break recuperando uma bola, tocando para Giovanni Augusto que dominou bem, poderia avançar em direção ao gol e marcar, mas viu a passagem de Ronald na entrada da grande área ela esquerda e serviu o companheiro. Ele encarou o goleiro e bateu bem, cruzado, para ver a bola ainda bater no pé da trave esquerda e entrar. Gol de Ronald, quem diria, Guarani 1×0 Ferroviária, e o Guarani tinha enfim tranquilidade para poder evoluir em campo e chegar à vitória.

Mas não foi o que aconteceu, o Guarani não mostrava força, principalmente ofensiva, e era a Ferroviária quem passava a dominar as ações, tanto que chegou ao empate aos 33 minutos numa jogada emblemática que marca bem o momento do time e a necessidade de evolução, bola aérea na grande área. João Lucas avançou cm liberdade pela esquerda e viu Orejuela livre de marcação dentro da grande área, ele cruzou alto e o atacante desviou de cabeça no primeiro pau, sem nenhuma marcação, acertando o canto direito de Kozlinski. Detalhe, o goleiro Bugrino também pareceu ter caído atrasado no lance, e a Ferroviária chegava ao empate.

Poderia ter sido melhor, aos 34 minutos Bugre deu o troco, cruzamento de Giovanni Augusto pela direita, João Victor apareceu disputando a bola com o zagueiro e o goleiro Saulo e tocou a bola pro fundo do gol, seria o segundo do Bugre, mas o zagueiro estava impedido e a jogada foi invalidada, pior, no lance ele acabou sofrendo um choque na cabeça e depois de receber atendimento teve que sere substituído por Derlan.

A primeira etapa terminava empatada por 1×1, o time deixou o campo sob fortes vaias e o técnico Daniel Paulista voltou sem novas alterações do intervalo. O Bugre teve duas boas chances nos minutos iniciais, a primeira nos segundos iniciais com Lucão do Break que invadiu a grande área, passou pela marcação e bateu cruzado, mas pegou mal na bola, desperdiçando uma grande chance. Pouco depois, aos 05 minutos foi Matheus Ludke quem quase marcou, ele aproveitou cruzamento de Matheus Pereira e, saiu na cara do goleiro e bateu pro gol, mas Saulo conseguiu fazer grande defesa, evitando o segundo do Bugre.

Poderia ter sido pior porque aos 17 minutos Hygor recebeu a bola e avançou para o campo de ataque com muita liberdade, invadiu a grande área e cara a cara com Kozlinski bateu pro gol, mas o goleiro Bugrino saiu bem, nos pés do atacante, e fez uma grande defesa evitando o segundo gol do adversário. Pouco depois o goleiro Bugrino recebeu cartão amarelo, esse foi o terceiro e ele desfalca o time na última rodada da primeira fase contra o São Bernardo fora de casa.

Daniel Paulista que completava 50 jogos no comando da equipe fez outras duas mudanças aos 21 minutos quando saíram Giovanni Augusto e Madison para as entradas de Nícolas Careca e Bruno Silva. Aos 25 minutos veio a última alteração, saiu Yago para a entrada de Lucas Venuto,e o time taticamente se desorganizou em campo. O jogo ficou feio, de um lado a Ferroviária tinha como única arma ofensiva a tentativa de lançamentos longos, o famoso chutão pro campo de ataque, de outro lado o Guarani sem poder de articulação, tentava criar oportunidades sem sucesso pelas beiradas do campo.

E aos 38 minutos veio o prêmio para um jogador que merece demais dar a volta por cima. Escanteio para o Guarani pela esquerda, Lucas Venuto bateu bem no primeiro pau, Lucão do Break apareceu pra cabecear e a bola explodiu no travessão, mas voltou na cabeça de Índio, e o volante Bugrino, muito bem colocado, com o gol aberto a sua frente teve tranquilidade para cabecear e correr pro abraço. Índio, tantas vezes criticado, muitas delas injustamente, de cabeça marca e dá a vitória que matematicamente livra o Bugre de qualquer risco de queda no Paulistão, GUARANI 2×1 FERROVIÁRIA, GOL DE ÍNDIO NO BRINCO, primeiro gol dele em 54 partidas pelo Bugre.

A emoção foi até o último lance, aos 50 minutos João Lucas cruza da esquerda, Bruno Leonardo cabeceia no meio da zaga Bugrina, mas pega mal na bola, ela ainda sobra para Gleyson que chutou forte, mas completamente torto, pra fora do gol.

Final de jogo no Brinco, Guarani 2×1 Ferroviária, e essa foi a história do jogo. Chances de classificação mantidas ateá última rodada, apesar de mais dificultadas por conta da vitória da Inter de Limeira sobre o São Bernardo por 2×1 que obriga o Bugre, terceiro colocado, a vencer seu confronto contra mesmo São Bernardo na última rodada e torcer para a Inter de Limeira no máximo empatar com o Santo André fora de casa, ou um empate do Bugre combinado com uma derrota da Inter de Limeira, e só assim o Guarani avança às quartas de final do Paulistão enfrentando o Corinthians que na noite de sábado goleou a Peruada por 5×0, j´garantido na primeira colocação do Grupo A do Paulistão.

Agora é Copa do Brasil, na terça-feira o Bugre entra em campo cotra o Vila Nova-GO luando por uma vaga na terceira fase da competição.

O time jogou com Maurício Kozlinski; Mateus Ludke, Ronaldo Alves, João Victor (Derlan) e Matheus Pereira; Madison (Bruno Silva), Índio e Giovanni Augusto (Nícolas Careca); Yago (Lucas Venuto), Lucão do Break e Ronald.

Marcos Ortiz