Náutico 1×1 Guarani – Que semana senhores… não por acaso, semana de Dérbi

Náutico 1×1 Guarani – Que semana senhores… não por acaso, semana de Dérbi
Bruno José marcou seu primeiro com a camisa Bugrina. Foto: Marlon Costa/Especial para Guarani FC.
Clí­nica SOU

Semana muito difícil pra gente, os compromissos de trabalho e com a Rádio Planeta Guarani fizeram ser muito difícil conseguir escrever, mas gente, que semana foi essa?

Começou com a partida contra o Náutico ainda na terça-feira à noite. Foi um jogo onde a gente viveu emoções distintas, com um gosto muito, mas muito amargo no final.

O Torcedor Bugrino esteve muito próximo de comemorar sua primeira vitória fora de casa na Série B, digamos que bateu na trave, e essa batida na trave custou caro. Depois de fazer um primeiro tempo praticamente impecável e abrir o placar com o primeiro gol de Bruno José aos 20 minutos da primeira etapa, o Guarani desperdiçou chances seguidas de ampliar o marcador e definir a partida.

No ataque o time brincou de desperdiçar gols, na defesa, uma atuação que não pode ser chamada de sólida ia nos custando alguns sustos e trazendo mais uma vez Kozlinski como o salvador da pátria com ao menos três grandes defesas, mas o futebol não aceita desaforo. Lá na frente o time foi incapaz de ampliar, teve bola no travessão, perdeu gol feito com Júlio César ainda na primeira etapa, perdeu gol sem goleiro, com Ronald, claro, perdeu gol com Yago e voltou a perder gol com Ronald, mas ainda assim caminhava para uma vitória sofrida e suada.

Infelizmente aos 49 minutos a falha não foi consertada. Começou na marcação com Eliel deixando a esquerda descoberta, exatamente por onde o Náutico desceu, passou por Índio que ao fazer a cobertura, inexplicavelmente deitou-se no chão permitindo um cruzamento da linha de fundo na lateral da grande área, chegou aos três zagueiros optados por Daniel Paulista para a reta final da partida não conseguindo o corte e culminou com a falha de Kozlinski, desta vez transformando o herói em vilão. Ele subiu sozinho para bola dentro da pequena área, errou o soco e o Náutico, sem goleiro, empatou a partida faltando menos de 1 minuto e meio pro final. Todos os citados neste lance vão se recuperar e merecem nossa torcida e apoio, o erro é coletivo, um grupo unido supera.

Custou o emprego do desgastado Daniel Paulista e sua comissão técnica. Com um vestiário “bastante acalorado” em Recife, no dia seguinte veio o anúncio do desligamento do treinador e na quinta-feira o presidente, em entrevista coletiva, justificou a saída como “entendemos que era o momento certo para a troca”. Não, não era, essa demora na opção de mudança custou ao Guarani uma largada ruim na Série B, trouxe a preocupação com zona de rebaixamento e um time que, já durante o Paulistão e Copa do Brasil mostrava os mesmos erros, uma falta de variação tática incrível, uma ineficácia do sistema ofensivo, nenhum padrão de jogo e a insistência com alguns jogadores que absolutamente não renderam.

O momento certo era o intervalo entre o Paulista e a Série B, mas o momento da troca finalmente chegou, e o treinador se foi.

Qual o problema? Isso tudo aconteceu faltando apenas cinco dias para um dérbi, e agora o Guarani vai pro jogo com o auxiliar técnico fixo da diretoria comandando a equipe interinamente. Pode dar certo? Claro que pode, e Ben-Hur Moreira tem tudo para fazer dar certo, tem competência, tem visão de jogo, tem bom relacionamento no vestiário, enfim, tem as prerrogativas necessárias para conseguir um sucesso já visto por outros auxiliares recentes no Guarani (Umberto Louzer e Thiago Carpini).

Mas para começar a conseguir o sucesso Ben-Hur precisa conquistar o Torcedor Bugrino, e seu maior aliado neste momento é a mudança. Sua principal arma e conseguir mostrar que consegue dar organização ao time durante todos os mais de 90 minutos em campo e a compreensão que a mudança veio porque é preciso mudar, não manter o que vinha sendo feito.

Dá tempo? Não sei, espero que dê, e que não falte ousadia ao sempre sério Ben-Hur.

Agora é dérbi, vejam, sua oportunidade chegou exatamente no jogo mais esperado até aqui na temporada, o clássico que consagra, mas que também arrasa. Tenho certeza que Ben-Hur consegue, basta pra isso usar seus conceitos, não os anteriores. Força, sucesso e vai pra cima delas, Ben-Hur.

Vamos pra cima, Bugrão!

Marcos Ortiz