12 dias e contando… Michel Aves, o executivo de futebol sem treinador, até quando?

12 dias e contando… Michel Aves, o executivo de futebol sem treinador, até quando?
Michel Alves e Ricardo Moisés no Allianz Parque. Foto: Thomaz Marostegan/Guarani FC.
Clí­nica SOU

Há informações nos bastidores de que o então treinador do Guarani Daniel Paulista foi demitido ainda em Recife logo após o empate por 1×1 com o Náutico sofrido no último minuto da partida, portanto ainda na quarta-feira (04/05). Escrevo este material às 11:20 HS da segunda-feira 16/05, portanto 12 dias depois.

E não é que Daniel Paulista conseguiu se recolocar antes que o Guarani conseguisse substituí-lo? Foi anunciado no CRB-AL na manhã de ontem…

Enquanto isso no Brinco de Ouro da Princesa o Super Executivo de Futebol Michel Alves ainda não trouxe um nome para comandar o Guarani na sequência da Série B. Eu sei que muitos estarão lendo isso e dizendo que a culpa é do presidente Ricardo Moisés, claro que é! Afinal o comandante do Clube é ele, ou melhor, é o Conselho de Administração formado por 7 pessoas, mas o comandante do futebol é Michel Alves, é ele quem analisa o orçamento e busca as peças necessárias ao futebol dentro do orçamento, é dele a função de encontrar profissionais para servirem ao Guarani dentro da sua área, o futebol.

E o tão poupado Michel Alves (não pela Torcida, claro) que nos trouxe um elenco de 32 jogadores onde dez deles sequer são utilizados (Arthur Gaze, Lucas Cardoso, Matheus Ludke, Ernando, Bruno Bianconi, Leandro Castan, Silas, Vitinho, Lucas Venuto e Maxwell), onde os jogadores da base de idade similar a de Ronald tem que ser emprestados porque são jovens demais e não merecem oportunidades no time profissional, ao passo em que o super craque Ronald entra em absolutamente todas as partidas, ABSOLUTAMENTE NÃO SE PRONUNCIA!

Agora na sua busca por um treinador para comandar a equipe o Guarani entrou numa armadilha. Bons nomes surgiram disponíveis no mercado, casos de Pintado, dispensado pelo Cuiabá na última quarta-feira e Umberto Louzer, campeão da Série A2 pelo Guarani em 2018 que deixou o comando do Atlético-GO no final de semana.

Para anunciar, caso consiga chegar a um acordo financeiro e de projeto de trabalho, um dos dois acima citados, o Guarani assumirá que quando dispensou Daniel Paulista não tinha nenhum rumo para substituí-lo. Isso é admissível para um profissional que comanda como EXECUTIVO um clube que futebol profissional do porte do Guarani FC? Não, não é.

Desde a saída de Daniel Paulista e sua comissão o Guarani é comandado pelo auxiliar técnico fixo da diretoria Ben Hur Moreira, que absolutamente não tem culpa nem pode ser cobrado pelos resultados ou pelo fraco futebol apresentado pela equipe. Ben Hur é auxiliar técnico, poderá ser treinador um dia, mas hoje, como ele mesmo disse em sua entrevista pós Dérbi, é apenas um funcionário do clube que executa a função que o clube solicitar seja executada.

Ao deixar o cargo de treinador do Guarani FC vago por 12 longos dias e duas longas rodadas, podendo emendar a terceira seguida, não é mais admissível tratar o assunto como cautela e análise dos profissionais disponíveis no mercado para não errar. Me desculpem, mas isso é letargia disfarçada de “Silêncio, Estamos trabalhando”.

Michel Alves não está se expondo, está expondo o Guarani FC, e ao não tomar uma decisão, o presidente Ricardo Moisés, mas principalmente TODOS OS SETE INTEGRANTES DO CA DO GUARANI estão fazendo a mesma coisa. Se o problema é financeiro, um nome de consenso já deveria ter sido eleito para o cargo entre estas oito pessoas, pois todos conhecem a realidade financeira do clube, agora se o problema é a falta de ação, atitude ou influência no mercado, Michel Alves tem um alvo nas suas costas, é o principal responsável da exposição a qual o Guarani está submisso, isso mesmo, submisso, refém, à deriva.

Nosso elenco é contestável, tem atletas pouco utilizados, tem problemas técnicos em todos os setores, seja entre os titulares, seja entre os reservas, as peças utilizadas nas substituições são contestadas pelo Torcedor, algumas peças que não entram nem por reza brava também são questionadas pelo Torcedor, o Superintendente de Futebol é questionado pelo Torcedor e eu me pergunto: Por que Daniel Paulista foi dispensado? Se me disserem que pelos resultados conquistados, me desculpem, quem o substituiu não conseguiu resultados melhores, então o que derrubou Daniel e sua comissão foi a pressão da Torcida.

E agora? O Guarani vai seguir sem comando até quando? Sem comando técnico na beira do gramado, sem ação no gabinete do Superintendente? Ou vai anunciar um nome capaz de conduzir esse time a uma recuperação necessária e ainda possível?

A situação é essa: Se o Guarani acertar e contratar Pintado ou Louzer, mostrará que errou ao demitir um treinador sem ter opções previamente definidas. Se errar no nome do novo treinador estará provavelmente sepultando a oportunidade de salvar este time de um naufrágio eminente, e se não contratar ninguém a Torcida certamente pedirá (ainda mais) a cabeça de Michel Alves.

Com a palavra o presidente do CA Ricardo Moisés… na minha humilde avaliação o Superintendente já errou o suficiente e trouxe prejuízos incalculáveis à instituição não apenas na letargia da tomada de decisão quanto ao treinador, quanto na montagem do atual elenco Bugrino, ou 10 salários para atletas que não jogam nunca não pesam na folha salarial?

O Guarani terá que fazer sua escolha, a Torcida Bugrina merece ao menos um comandante no meio deste mar turbulento que está se transformando o Brasileiro da Série B.

E agora? Se acertar mostra que errou, se errar estará só confirmando que errou e se não fizer nada mostrará que continua errando…

Com a palavra Ricardo Moisés, com o trabalho? Michel Alves… dos dois, o Bugrino é Ricardo Moisés, então meu amigo presidente, chegou a hora.

Marcos Ortiz