Com Carlos Eduardo como detaque – Como eu vi as atuações do Guarani contra o Santa Cruz?

Com Carlos Eduardo como detaque – Como eu vi as atuações do Guarani contra o Santa Cruz?
Time titular do Guarani contra o Santa Cruz-PE. Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC.

Não foi uma grande partida, mas foi uma vitória essencial para o Guarani tentar encontrar paz no caminho das 14 rodadas restantes desta primeira fase de Série C. O gol marcado por Willian Farias tem que ser muito comemorado, mas não pode apagar  falta de evolução de uma equipe que vai, aos poucos, esgotando as opções, e não conseguindo trazer tranquilidade ao Torcedor Bugrino.

O treinador Bugrino tentou 4 mudanças no time titular e vamos iniciar analisando como foram as novas opções de Sizenando em campo:

Yan – Lateral Direito: Sem jogar há muito tempo, o jogador tentou passes ofensivos, acertou alguns, errou outros, e mostrou-se tímido naquela que é sua principal característica, o ataque. Defensivamente não cometeu falhas, e mostrou-se uma real opção ao então titular Yanaiã, mesmo não tendo feito uma grande partida.

Maurício Antônio – Zagueiro: Trouxe mais segurança que o então titular Rafael Donato. É seguro nas bolas aéreas, tem um passe melhor na saída de bola, e o entrosamento com o companheiro de zaga faz crescer a atuação de Jonathan Costa. Merece seguir no time titular.

Carlos Eduardo – 2º Volante: Foi o melhor jogador Bugrino na partida. O volante não teve medo de arriscar e apresentou ao Torcedor, dentro de campo, as características que detalhou em sua apresentação: Tem boa presença ofensiva, seu forte são os chutes de fora da área, e tem boa bola parada. Na primeira etapa foi o único atleta a levar perigo o gol adversário, e na segunda, por muito pouco, não marcou um golaço numa cobrança de falta. Apagou a má atuação dos minutos em campo diante do Maranhão, e deixou claro que o improviso na posição nas 4 rodadas anteriores, poderia ter sido evitado, deve continuar entre os titulares.

Maranhão – Atacante: Tem dificuldades até em dominar a bola. Corre, se movimenta, tenta fazer parede no meio de campo, mas não consegue mostrar um futebol que o permita marcar gols, a função de um centroavante. Preocupa, pois já é o terceiro jogador testado pelo treinador na função, e nenhum deles rendeu até agora perto do esperado. Terá dificuldades, como tiveram os outros na posição, se não encontrar um companheiro capaz de bons cruzamentos.

Demais jogadores:

Caíque França: É seguro! Cometeu uma falha numa saída de gol na segunda etapa, mas antes havia feito uma grande defesa após um erro de passe de Willian Farias que colocou o adversário cara a cara, e evitou o gol do adversário.

Jonathan Costa: Ao lado de Maurício Antônio ele evolui. Mais seguro nas bolas aéreas, bem posicionado, e arriscando saídas de bola, até com presença ofensiva. Se recuperou da falha cometida no 2º gol da Ferroviária, e mostra que é titular absoluto no lado esquerdo da zaga.

Emerson: Não vinha bem, mais uma vez. Errava passes, não conseguia acertar cruzamentos, e deixava espaços ao pouco efetivo ataque do Santa Cruz. Sentiu o músculo posterior da coxa esquerda no final da primeira etapa, e foi substituído por Renan Castro.

Renan Castro: Entrou aos 41 minutos do 1º tempo. É mais seguro defensivamente que o titular, mesmo mostrando clara falta de ritmo de jogo. Ofensivamente é discreto, mas agora poderá evoluir, pois terá uma seqüência de jogos com a lesão de Emerson.

Willian Farias: Não fazia uma grande partida, até aparecia na marcação, mas errava muitos passes no meio de campo. No final, foi decisivo mostrando presença de área que os centroavantes Bugrinos não tem, e marcando um belo gol de cabeça, garantindo os três pontos fundamentais.

João Paulo: Apagado mais uma vez. Teve duas boas atuações nas duas primeiras rodadas, mas em seguida não conseguiu manter o nível. Se movimenta bastante, mas não consegue encontrar os passes necessários. Arriscou uma finalização de fora da área na 1ª etapa, mas apresenta uma preocupante queda de rendimento, e foi substituído por Guilherme Parede.

Guilherme Parede: Entrou aos 38 minutos do 2º tempo. Não é um jogador de grandes jogadas e participações, mas mostrou que tem estrela. Já tinha entrado na reta final da partida anterior e marcado o gol de empate contra a Ferroviária, e desta vez cobrou um escanteio perfeito pela direita, colocando a bola na cabeça de Willian Farias, dando a vitória ao Guarani. No final ficou marcado negativamente por discutir com Torcedores, e saiu de campo sob fortes protestos da Torcida Bugrina.

Guilherme Cachoeira: Surpreendentemente tem se mostrado o melhor meia armador da equipe. Se movimenta bastante, ocupando espaço pela beirada, tenta passes, mas precisa de um companheiro em melhor fase no meio de campo.

Hebert: Não é o mesmo jogador das três primeiras rodadas. Não finaliza, pouco cria jogadas pelas beiradas, mas ainda assim, corre e se movimenta demais. Foi mal substituído por Mirandinha, no momento em que poderia levar mais vantagem sobre um lateral direito improvisado. Precisa recuperar o futebol objetivo apresentado em outros momentos, mas, mesmo assim, segue sendo titular absoluto na posição.

Mirandinha: Entrou aos 15 minutos do 2º tempo. Entrou no lugar de Hebert e, assim como o companheiro, pouco produziu. Tentou algumas jogadas pela esquerda, mas não conseguiu se sobressair, mesmo enfrentando um atacante improvisado na lateral direita. Não é o mesmo Mirandinha da Série C de 2025 e do Campeonato Paulista, mas pode ser uma opção para compor um time com dois atacantes, ao lado de Hebert.

Kewen: Entrou aos 38 minutos do 2º tempo. Teve os mesmos problemas. Joga em um time que tem muita dificuldade de jogadas pelas beiradas e bons cruzamentos, e com isso acaba saindo da posição, prejudicando sua principal característica, a finalização.

Elio Sizenando: Fez duas mudanças por lesão no time titular (Lucca e Isaque), mas deu oportunidade a Yan e Carlos Eduardo, acabando com as improvisações no time. Acertou ao devolver Maurício Antônio ao time titular, e ao não improvisar jogadores, mas teve que fazer uma mudança ainda na primeira etapa, e com isso acabou ficando refém de apenas duas paradas para as outras 4 mudanças, errou ao colocar apenas Mirandinha aos 15 minutos do 2º tempo, e com isso acabou perdendo uma substituição. Não consegue fazer o time quebrar as defesas adversárias, e não consegue compactar, levando a campo um time muito espaçado entre os setores.

Marcos Ortiz